09
jan
2024

Drenagem de construção do Supermercado Mateus invade propriedade privada em Raposa

As máquinas do grupo Mateus que estão realizando os serviços ultrapassaram o limite da rua e invadiram a parte por detrás da propriedade do empresário João Bragança.

Continua a confusão envolvendo a construção do Supermercado Mateus e o empresário João Bragança, dono do terreno vizinho à obra nas proximidades da Vila Laci no município de Raposa. O caso diz respeito a existência, ou não, de uma rua entre os dois imóveis.

Sobre o caso, o Blog do Domingos Costa já publicou outras três matérias anteriormente, como consta nos links no final deste post.

A questão foi parar na justiça e teve uma decisão da juíza de Raposa, Rafaella de Oliveira Saif Rodrigues, que autoriza a prefeitura raposense a fazer serviços de asfaltamento na suposta rua, que fica entre a construção do Supermercado e a propriedade do senhor João Bragança.

Contudo, até hoje a prefeitura nunca colocou uma máquina no local para realizar o serviço. Em vez disso, começou no local um trabalho de drenagem, que curiosamente, está sendo feito pelo Grupo Mateus.

O mais grave é que as máquinas que estão realizando os serviços ultrapassaram o limite da rua e invadiram a parte por detrás da propriedade do empresário João Bragança.

“Conforme a documentação no processo, a prefeitura realizou uma licitação para asfalto no local de 125 metros, mas não está realizando nenhum serviço. Ao contrário disso, são as máquinas do Grupo Mateus que estão no local e chegaram a invadir a minha propriedade, avançaram para além da decisão judicial mais de 500 metros e estão fazendo drenagem até a extensão do mangue”, explica João Bragança.

O empresário também contesta os documentos do Grupo Mateus: “Não existe licença do uso e ocupação do solo, e por parte da prefeitura, existe uma fraude escancarada, porque fizeram uma licitação passando por uma propriedade privada, sem escritura do terreno com verba da Caixa Econômica. Como pode?”.

João Bragança também sustenta que não existe projeto para a drenagem no local que irregularmente invade sua propriedade e irá derramar tudo no manguezal: “O Relatório de Impacto Ambiental, que é a RIMA, não existe, então, não se sabe os impactos do empreendimento”.

Por fim, João também lamenta o fato de que antes da decisão da justiça, não houve pedido de perícia judicial: “Não teve um perito designado pela justiça para observar in loco do que se trata. A justiça entende que entre a construção do supermercado e minha propriedade existe uma rua, só que as máquinas do grupo Mateus foram para além dessa suposta rua, invadiram também a parte final do meu terreno e foram até o mangue sem nenhum projeto, sem nenhuma autorização”.


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2 Comentários

  1. Rosangela disse:

    Obrigada pelas informações. O que eu percebo é que a população aceita tudo que não presta do Mateus Supermercado, calado porque sabe que o estado protege essa rede de supermercado. A aérea de venda de peixe e carne do Mateus do Cohatrac 4, só fede a podre e a água sanitária que eles lavam os produtos em decomposição, ninguém fala nada, não filma, não busca seus direitos. Isso não acontece só nessa unidade, COHAB também e outros.
    Chegou uma outra rede aqui muito boa, frutas e verduras limpas, as carnes todas acondicionadas em gôndolas, não há mal cheiro de nada, totalmente diferente.
    A população precisa observar melhor, isso inclui direito do consumidor e saúde.

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