13
dez
2023

Três ex-prefeitos, vereador e filha de ex-deputado federal são presos em Operação do Ministério Público

Pelo Jornalista Domingos Costa

Promotor Marcio Antônio e Procurador Danilo Castro durante a coletiva.

Durante coletiva de imprensa na sede da Procuradoria Geral de Justiça em São Luís, o promotor de justiça de Cantanhede, Marcio Antonio Alves de Oliveira, liderou as explicações de uma operação do Ministério Público do Maranhão que prendeu cinco pessoas na manhã desta quarta-feira (13).

A Operação denominada Maat (Espada da Justiça) teve apoio da Policia Civil (SPCC e SPCI e Inteligência).

A ação policial resultou na detenção de três ex-prefeitos do estado: Eliseu Moura de Pirapemas, Marco Antônio Rodrigues, conhecido como Ruivo de Cantanhede, e Padre Domingos de Matões do Norte.

Melissa Moura, filha do ex-deputado federal do Maranhão também foi preso. Além desses, o atual vereador Gessivaldo Motorista, município de Matões do Norte, também foi preso.

Todas as prisões são preventivas. O sigilo do inquérito foi quebrado pela Justiça e, portanto, as informações já podem ser tornadas públicas.

Motivos das prisões

A prisão do ex-prefeito Elizeu Moura foi em decorrência de um conjunto de acusações, entre estas, de desvio de recursos de dinheiro estadual para construção de uma ponte. De acordo com o MP-MA, a filha dele, Melissa, atuava como uma braço financeiro da gestão municipal.

A prisão do ex-prefeito de Cantanhede, Ruivo, é em decorrência de desvio de recursos públicos por meio de aluguel de carros. Uma empresa foi contratada para aluguel de automóveis, porém, não possuía veículos registrados em seu CNPJ. Para além disso, os pagamentos realizados não eram condizentes com os veículos locados. Os motoristas recebiam abaixo do que estava previsto no contrato. O dono da empresa também teve pedido de prisão decretada e está foragido.

A prisão do ex-prefeito de Matões do Norte se deu por acusação de desvio de dinheiro por meio da contratação de combustíveis. O Promotor revelou que o prefeito tentou comprar um posto de combustível, não conseguiu, mas acabou arrendando o empreendimento e, após isso, fraudou uma licitação para contratar o posto e fornecer combustível a sua própria gestão.

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