11
abr
2015

Três anos da execução do jornalista e blogueiro Décio Sá…

O jornalista foi alvejado com seis tiros de pistola ponto 40, por Jhonathan de Sousa Silva, na noite do dia 23 de abril de 2012.

Dia 23 de abril completará três anos da execução  do jornalista e blogueiro, Aldenísio Décio Leite de Sá, o Décio Sá, morto a tiros em 2012,  em um bar na Avenida Litorânea.

A morte do jornalista Décio Sá ainda não foi totalmente explicada. O profissional de imprensa atuava como repórter da editoria de política do jornal O Estado do Maranhão e publicava conteúdos independentes por meio de um blog, que era um dos mais acessados do estado na época. Após praticamente 3 anos, apenas dois dos 11 acusados do crime foram julgados.

O jornalista foi alvejado com seis tiros de pistola ponto 40, por Jhonathan de Sousa Silva – réu confesso do assassinato – no Bar Estrela do Mar, na Avenida Litorânea, em São Luís.

Os serviços prestados pelo autor dos disparos foram agenciados por José Raimundo Sales Chaves júnior, o “Júnior Bolinha”, comandado pelos empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, conhecido por “Miranda” (pai de Gláucio).

Máfia da agiotagem”

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Envolvidos na morte de Décio Sá possuem ligação com vereador de Raposa, Frank Neto.

Em consequência da morte de Décio Sá, a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) começou a apuração da “máfia da agiotagem”, que atua em prefeituras do Maranhão.

Para a polícia, desde o início das investigações há fortes indícios da participação políticos e empresários no esquema de agiotagem.

Ao menos outros 3 supostos agiotas – entre eles um juiz e um deputado estadual – apareceram nas escutas da polícia feitas após o assassinato de Décio Sá; as interceptações foram denominadas ‘Operação Blogueiro’. Sete suspeitos de atuar como agiotas foram “grampeados” durante dois meses de 2012 (maio e junho) pela Polícia Civil do Maranhão. Elas foram pedidas à Justiça pela comissão de seis delegados que investigou o assassinato do jornalista Décio Sá.

‘Operação Imperador’

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Ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Barros Costa, e e seu filho, Eduardo DP, o ‘imperador’, foram presos acusados de envolvimento em agiotagem.

As investigações sobre a rede de agiotagem no Maranhão foram reabertas em março de 2015 e resultaram em duas prisões, nove mandados de condução coercitiva e 38 mandados de busca e apreensão no Estado durante a ‘Operação Imperador’.

A ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Barros Costa, acusada de envolvimento na prática de agiotagem e licitações fraudulenta e seu filho, Eduardo DP, conhecido no município por ‘imperador’,  ambos investigados também por agiotagem, foram presos pela Polícia do Maranhão. Contudo, foram soltos no inicio do mês de abril, o que causa uma certa frustração na sociedade.

Largada para os outros 41 municípios

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Secretário de segurança, disse que a comissão de delegados partirá para os outros casos de agiotagem, já que já é pública a informação.

O secretário estadual de segurança, Jefferson Portela, falou recentemente da reabertura dos inquéritos de agiotagem no Maranhão e o desdobramento da Operação Imperador, que culminou com a detenção dos acusados de agiotagem em Dom Pedro.

Portela explicou que os acusados tiveram que ser soltos por uma obrigação legal, mas que este foi um passo importante com as tomadas dos depoimentos e apreensões.

Disse ainda que a comissão está concluindo o inquérito de Dom Pedro, e com esta conclusão, partirá para os outros casos de agiotagem, já que já é pública a informação de que 42 prefeituras são investigadas.

Vereador de Raposa

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Vereador Franklin Neto citado pela polícia como braço direito do agiota Gláucio Alencar é um dos investigados no esquema de agiotagem no estado.

Ainda no desdobramento das investigações que apuraram a morte do jornalista Décio Sá, escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça comprovam que o grupo de agiotas que mantinha ligações com pelo menos 41 prefeituras maranhenses, também possuía laços ‘com o poder”,  e evolvem diretamente o nome do Vereador do município de Raposa, Frank Neto(SD).

Em uma das ligações aparecem o vereador de Raposa, Franklin Neto (SDD), e uma pessoa identificada apenas como Rodrigo. Flanklin Neto, que aparece na gravação seria uma pessoa de confiança dos agiotas para intermediar negócios com prefeitura de Paço do Lumiar na gestão da Prefeita Bia Venâncio, conforme aponta esse relatório de investigação.

Em um processo de 2009, o avô de Flanklin Neto, o advogado maranhense José Flanklin Skeff Seba (vereador de Santa Inês) aparece como defensor em Xinguara, no Pará, do pistoleiro Jhonatan de Sousa Silva, em um caso de homicídio. Johnatan, mais tarde, confessou ter sido contratado pelos agiotas para matar duas pessoas: Décio Sá e o empresário Fábio Brasil, este último em Teresina.

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