Política

Além da imensa imagem, a propaganda traz os logotipos do casal, as mesmas marcas que serão usadas do material gráfico de campanha eleitoral, como cartaz, panfletos e santinhos.

O deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, presidente estadual do PR, mandou espalhar pelas ruas de São Luís e em diversos municípios do interior dezenas de outdoors exaltando a sua imagem e da esposa, ex-prefeita do município de Centro do Guilherme-MA, Maria Deusdete Lima, a Detinha.

Josimar concorrerá na eleição deste ano ao mandato de deputado federal, e sua esposa, a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Faltando pouco mais de quatro meses para o dia do pleito, os outdoors acabam provocando desiquilíbrio na disputa eleitoral, vez que favorecem as imagens dos pré-candidatos proporcionais em relações aos demais.

A propaganda com foto imensa dos políticos usa como pano de fundo o subterfúgio de “Homenagem ao Dia das Mães”, na verdade, configura-se como uma completa afronta à legislação eleitoral, bem embaixo “das barbas” da Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão (PRE/MA).

Um detalhe intrigante da propaganda é que traz os logotipos do casal, as mesmas marcas que serão usadas no material gráfico de campanha eleitoral, como cartaz, panfletos e santinhos.

E MAIS… 

As peças publicitárias fazem claros destaques aos dois pré-candidatos, e portanto, trata-se de uma propaganda eleitoral antecipada, o que é proibido durante a campanha e, por isso, também não deve ser permitido na pré-campanha. De acordo com a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), a propaganda só pode ser realizada a partir do dia 15 de agosto. Além disso, o artigo 39 desta lei proíbe expressamente o uso de outdoors independentemente do período, uma vez que a prática pode levar candidatos a praticarem abuso de poder econômico.

Instituto é conhecido pelo seu histórico de erros nas eleições do Maranhão…

O contestado instituto MBO Publicidade, Marketing e Pesquisa, ao pedir registro de um dos seus duvidosos levantamentos pré-eleitorais sobre aspectos da política maranhense junto a Justiça Eleitoral, diz que entre os dias 26 de março e 04 de maio de 2018 (pouco mais de um mês) ouviu 10.993 entrevistado.

Sabe-se lá por qual motivo, o Instituto decidiu pedir o cancelamento desta pesquisa. Misteriosamente da noite para o dia, o MBO pediu um novo registro do mesmo levantamento (sob o número MA-00172/2018) e, acreditem, mudou drasticamente a quantidade de pessoas ouvidas multiplicando por dez, agora, alega ter entrevistado 109.730 maranhenses.

Outra suspeita que pesa contra a empresa sediado no Centro da cidade de Caxias, leva em consideração o fato do MBO Publicidade, Marketing e Pesquisa ter deixado de ouvir a opinião de pessoas de São Luís e Imperatriz, dois dos maiores colégios eleitorais do estado. A pesquisa limitou-se a entrevistar apenas eleitores de municípios pequenos.

A lambança está prevista para ser divulgada na próxima segunda-feira (14/05) e, dessa forma, tentar tumultuar a corrida eleitoral estadual. Diante das tantas irregularidades, é certo que o levantamento não corresponde à realidade da intenção de voto dos maranhenses sobre as eleições gerais 2018.

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