29
out
2015

Sobre a saída de Kátia Bogéa do Iphan…

 

Ed Wilson, com alterações – A superintendente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico) no Maranhão, Kátia Bogéa, despediu-se do cargo atirando.

O Diário Oficial da União publicou na última terça-feira(27), a exoneração de Bogéa e a nomeação de Alfredo Alves Costa Neto.

“O Iphan é moeda de troca”, criticou a demissionária, referindo-se à captura do órgão pelo deputado federal Waldir Maranhão (PP), padrinho do arquiteto Alfredo Costa, indicado para assumir o posto de Bogéa. 

A superintendente fez a declaração à rádio Difusora AM, durante a cerimônia no inicio da semana em que foi homenageada pela Câmara Municipal, referindo-se aos “relevantes serviços” prestados ao patrimônio do Maranhão.

Bogéa creditou sua demissão ao jogo político nacional e à crise de governabilidade no país. Traduzindo, quis dizer que seu apadrinhamento político – o PMDB de José Sarney – falhou na manutenção dos cargos federais no Maranhão. 

Enfim, a crítica de Bogéa é um lamento, ecoado por alguns setores da imprensa maranhense. Todos enxergaram em Bogéa apenas virtudes, como se ela fosse a unanimidade na gestão do patrimônio histórico de toda a humanidade.

A declaração de Bogéa chega a ser irônica e absurda, porque todos os órgãos federais no Maranhão resultam de indicação política. Se ela foi mantida no cargo durante mais de uma década, teve padrinho forte! Qualquer paralelepípedo da Praia Grande sabe disso.

Quer dizer que antes de Waldir Maranhão o Iphan era um reduto da meritocracia exclusiva da incomensurável competência de Kátia Bogéa?

Quer dizer que nenhum outro ser humano seria capaz de gerenciar o patrimônio histórico do Maranhão?

Kátia Bogéa, 12 anos à frente do Iphan…

Quer dizer que há mais de uma década apenas Kátia Bogéa era capaz de conduzir o Iphan?

Infelizmente, o Iphan agora estará a serviço de Waldir Maranhão, mas é fundamental que os organismos de controle e fiscalização façam um apanhado na gestão de Kátia Bogéa e acompanhem a nova administração.

Waldir Maranhão é o pior padrinho do mundo para indicar um substituto de Kátia Bogéa, mas também não podemos tomá-la como unanimidade e referência de máxima competência na gestão do patrimônio histórico do Maranhão.

É preciso verificar quantas obras de recuperação dos prédios foram realizadas ao longo dos 12 anos de Kátia Bogéa à frente do Iphan.

Afinal, por que o Centro Histórico vive tão abandonado, tomado por escombros, sujeira e desprezo? E, é um dos conjuntos arquitetônicos mais desprezados no país?

Quanto dinheiro foi aplicado? Quais empreiteiras foram contratadas para fazer os serviços? 

1 Comentário

  1. samara disse:

    Não sei se melhora ou piora,mas até que fim a katia largou o osso,ô não; tiraram dela o osso.

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