12
jun
2018

Sem a máquina do Estado, deputado sarneyzista desiste de reeleição

Max Barros é um dos exemplos de uso da máquina estatal durante o governo Roseana em benefício dos secretários.

O deputado estadual Max Barros (PMB) anunciou, segundo a imprensa maranhense, que não disputará a sua quarta reeleição para a Assembleia Legislativa. O parlamentar, ligado a família Sarney, ficará, pela primeira vez após três legislaturas consecutivas, fora da disputa por uma vaga no Palácio Manuel Beckman.

Max Barros sempre se elegeu às custas da máquina estatal. Ele foi Gerente Metropolitano durante os governos de Roseana Sarney e Zé Reinaldo, de 1998 a 2004, quando, em 2006, venceu a sua primeira disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

Após o golpe de Roseana em Jackson, em 2009, Max Barros assumiu a Secretaria de Infraestrutura. Em 2010 ele se reelegeu pela primeira vez. Apesar de eleito para deputado estadual, Max continuou como secretário. E em 2014 obteve sua terceira vitória consecutiva como deputado estadual.

Apenas com o mandato na legislatura 2015/2018, Max Barros sabe que terá dificuldades para se reeleger. Por isso resolveu logo desistir do pleito e apoiar Fábio Braga para a Assembleia Legislativa.

O deputado Max Barros é um dos exemplos de uso da máquina estatal durante o governo Roseana em benefício dos secretários. O ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, usou a pasta para eleger a filha, Andrea Murad, e o genro, Sousa Neto, para a Assembleia Legislativa.

Vários secretários de Roseana se transformaram em deputados, como o caso do estadual César Pires, dos federais Hildo Rocha, Aluísio Mendes e Victor Mendes, além da máquina estatal influenciar diretamente nas vitórias de Adriano e Sarney Filho, que usaram e abusaram da estrutura da Secretaria de Meio Ambiente.

Neste ano, com cenário completamente adverso, muitos sarneyzistas ficarão pelo caminho, já que se acostumaram a fazer política apenas sentados na máquina. O primeiro já foi.

1 Comentário

  1. pmaranhão disse:

    A DEBANDADA VAI SER GRANDE – ELEIÇÃO SEM AS TETAS DA VACA GORDA DO GOVERNO FAZ OS CANDIDATOS QUE DISTRIBUIAM OBRAS, GASOLINA, PAGAVAM CONTAS DE LUZ E ÁGUA COM DINHEIRO PÚBLICO – TIRAREM PRA FORA.
    A COISA VIROU E AGORA JOSÉ – JÁ ERA.

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