22
abr
2020

“Se tivéssemos acreditado que era ‘gripezinha’, indicadores seriam muito piores” afirma Flávio Dino

Flávio Dino (PCdoB) foi reeleito ao governo do Maranhão.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, foi o entrevistado desta noite no Jornal da CBN 2. Ele comentou a decisão do STF, que garantiu ao Maranhão o recebimento dos 68 respiradores, conquistados depois de uma queda de braço com o governo federal. O equipamento veio de fora do país e será usado no combate ao coronavírus. A União contestou, judicialmente, o envio do equipamento ao estado do Nordeste.

‘Não contestamos que existe na Constituição o poder de requisição por parte do poder púbico. Mas isso não pode ser uma guerra de todos contra todos. O governo não pode usar esse poder para prejudicar uns aos outros. Precisamos muito desta entrega’. Para o governador, faltaram coordenação nacional e providências básicas para fornecer insumo aos mercados nacional e internacional. ‘Essa falta de coordenação leva a esses conflitos’, afirmou Dino.

Ele ainda criticou os métodos e declarações do presidente Jair Bolsonaro em relação ao avanço do coronavírus. ‘É uma deslealdade usar expressão sobre extermínio de empregos. A economia já vinha mal antes do coronavírus. É falsa ideia que lançam’. Ele ainda pediu que o presidente ‘reflita’ sobre suas ações.

Sobre a ideia de se reabrir o comércio do estado, Flavio Dino afirmou que o momento ainda exige muita prudência e dedicação. Ele acredita que a piora no quadro sanitário é o cenário mais provável. ‘Por isso eu adiei todas as decisões da região metropolitana para o dia 5 de maio’. Já as aulas no estado estão suspensas até 12 de maio. ‘Depois desejamos que a normalização ocorra, mas com métodos, com saídas programadas e regras sanitárias rígidas’.

Ele ainda alfinetou o presidente, atribuindo aos governadores o que chamou de ‘coragem’ de manter as medidas de isolamento social como forma de barrar o avanço da Covid-19. ‘Não fosse isso, os números no país seriam piores’, argumentou.

O governador cobrou ‘senso de urgência’ ao governo para que cheguem respiradores ao Brasil. O governador disse, ainda, que aeronaves da FAB e o próprio avião presidencial deveriam ser usados para trazer o equipamento de proteção. ‘Eu sei de estados que hoje têm leitos e não têm respiradores. Muitos tentam comprar da China e não conseguem o transporte’.

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