23
abr
2016

São João dos Patos: Trio elétrico a serviço da prefeitura invade escola e mata criança de 10 anos

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Trio elétrico derrubou muro da escola ao fazer manobra em marcha ré.

A sucessão de irresponsabilidades ceifou a vida de uma estudante na cidade de São João dos Patos, a 545 km de São Luis, na tarde desta sexta-feira (22).

A tragédia que poderia ser evitada ocorreu quando, mesmo sem habilitação, o senhor Genival Carvalho de Sá, 44 anos, decidiu conduzir um caminhão tipo trio elétrico pelas ruas da cidade.

Segundo relatos de testemunhas, por volta das 18h, quando o veículo fez uma manobra na frente da Unidade Integrada 31 de Março, localizada entre a Travessa Sá Sobrinho com a Rua Gonçalves Moreira, o ‘carro de som’ bateu a traseira no muro da escola que diante do impacto caiu sobre três crianças: Miriane Gonçalves do Rosário, 15 anos, Brenda Gomes da Silva, 14 anos e Raissa de Sousa Silva, 10 anos.

A última vítima, a mais jovem, não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. Miriane foi conduzida para o hospital regional de Presidente Dutra onde foi confirmado traumatismo craniano, ela continua internada. Já Brenda sofreu ferimento leves, seu estado de saúde é estável.

O motorista foi conduzido pela Polícia Militar até a delegacia para prestar esclarecimentos e foi liberado em seguida.

Nota da Prefeitura

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Pequena Raissa, de 10 anos, morreu após muro da escola cair

O prefeito Waldênio da Silva Souza (PMDB), se manifestou por meio de uma nota. Informou essa não ser a hora de se apontar as responsabilidades, mas sim tomar atitudes para ajudar.

“[…] Está sendo tomadas as medidas necessárias para dar toda assistência necessária às vítimas e seus familiares, assim como os esclarecimentos dos fatos ocorridos, bem como a identificação e apuração das responsabilidades”, diz trecho da mensagem do prefeito.

Ainda na nota, o prefeito “lamenta o ocorrido que classifica como uma tragédia sem precedentes e esclarece que o veículo envolvido no trágico acidente não é do município, mas sim alugado, assim como o seu motorista que não é funcionário do município”, finaliza Waldênio.

Irresponsabilidade

Maior culpado é sem dúvida nenhuma o “motorista” que sem habilitação conduzia um veículo de grande porte, o que é uma infração prevista no Código Nacional de Trânsito.

Entretanto, não se pode excluir a parcela de culpa da Prefeitura na tragédia.

Como o executivo municipal permite que carros prestem serviços ao município sem o motorista ser habilitado???

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Sem habilitação, Genival conduzia veículo que matou a criança.

Desta forma, a irresponsabilidade também tem que ser atribuída ao setor de transporte do Executivo Municipal, que deveria agir com mais rigor na fiscalização de quem dirige os veículos alugados às secretarias municipais.

Foi preciso perder a vida de uma criança inocente para o prefeito Waldênio – igualmente culpado – perceber que o contratante de um serviços terceirizados transfere de si a outrem o que é de sua competência, pois quem contrata tem a obrigação de fiscalizar.

2 Comentários

  1. Joselyto Aguiar disse:

    A assessoria jurídica da Prefeitura Municipal de São João dos Patos deve saber que ao contratar um serviço público ela tá delegando a execução do serviço e não sua titularidade pois a titularidade do serviço pressupõe o poder -dever de fiscalização do ente que é a Prefeitura Municipal de São João dos Patos que é integrante da administração direta e por conseguinte a esse fato ocorrido a Prefeitura de SJP irá responder objetivamente pela Teoria do risco administrativo, que para haver” indenização” basta que ocorra o nexo de causalidade entre a conduta do agente (ação ou omissão) e o dano ocorrido (no caso a morte da menina) ,infependente de dolo ou culpa de seu agente público ou de seu preposto, mas como na maioria desse Brasil às gestões públicas são “amadororas”, aí elas preferem jogar a culpa no campo da fatalidade e do acaso, mero jogo de probabilidade!

  2. Joselyto Aguiar disse:

    A assessoria jurídica da Prefeitura Municipal de São João dos Patos deve saber que ao contratar um serviço público ela tá delegando a execução do serviço e não sua titularidade, pois a titularidade do serviço pressupõe o poder -dever de fiscalização do ente que é a Prefeitura Municipal de São João dos Patos que é integrante da administração direta e por conseguinte a esse fato ocorrido a Prefeitura de SJP irá responder objetivamente pela Teoria do risco administrativo, que para haver” indenização” basta que ocorra o nexo de causalidade entre a conduta do agente (ação ou omissão) e o dano ocorrido (no caso a morte da menina) ,independente de dolo ou culpa de seu agente público ou de seu preposto, mas como na maioria desse Brasil às gestões públicas são “amadoras”, aí elas preferem jogar a culpa no campo da fatalidade e do acaso, mero jogo de probabilidade!

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