29
mar
2016

Se há motivos para o impeachment, Roseana Sarney, dispara: “Ainda não avaliei”

Sarney já manobra para que Roseana assuma um ministério, caso Michel Temer assuma à presidência da República.

“Estou acompanhando o partido. Está no timing certo. Era uma questão só de decisão”, afirmou Roseana, que é membro do diretório nacional da sigla. Com essas palavras, a ex-governadora Roseana Sarney, beneficiária direta dos mandatos presidenciais de Lula e Dilma, explicou sua participação em ato de ruptura do PMDB com o governo da Presidenta Dilma Rousseff, realizado nesta terça-feira (29).

Nos bastidores da política, o ato de Roseana Sarney e do pai, José Sarney, é visto como exemplo de alta traição. Em 2009, quando era presidente do Senado Federal, Sarney foi implicado no chamado escândalo dos Atos Secretos. Acusado de beneficiar parentes com distribuição de verbas irregulares, ele só não perdeu o mandato porque o então presidente Lula mobilizou o PT e os partidos aliados para impedir a punição.

Beneficiado pelo PT com cargos, verbas e apoio para manter-se no poder no Maranhão, a família Sarney rompe com o governo Dilma num momento em que o PMDB tenta organizar um golpe para chegar ao poder e impedir que as lideranças do partido não sejam punidas na operação Lava Jato, caso do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, réu no processo da Operação e do vice-presidente da República Michel Temer, citado pelo senador Delcídio do Amaral como beneficiário do esquema de desvios da Petrobras.

Questionada se acredita que há motivos para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, ela desconversou. “Ainda não avaliei. Mas o que o partido decidir, estarei junta”, disse.

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