26
dez
2016

Rose Sales e Fábio Câmara, vítimas de suas próprias ambições

Promessas da política em São Luís emergentes em 2008, vereadores deixam o cenário diante de escolhas erradas que resultaram no fracasso nas urnas de 2016.

Os afobados de futuro incerto, Rose e Fábio serão apagados das mentes dos ludovicenses nos próximos anos…

Atuantes, articulados e até antes das eleições deste ano, políticos promissores. Assim podem ser definidos Rose Sales e Fábio Câmara, vereadores que encerram o mandato precocemente na Câmara Municipal de São Luís, em 2016.

Duas das maiores promessas da capital agora com futuro incerto, obviamente, pelo resultado das urnas majoritária do último dia 02 de outubro.

Digo isso, porque nenhum deles tinha necessidade de disputar a prefeitura de São Luís, como assim fizeram.

Considerados ‘afobados’, Rose e Fábio se atreveram ao ponto de deixar a ambição atropelá-los. Mantiveram um ridículo projeto político pessoal reprovado pelo eleitorado ludovicense esclarecido.

Fábio foi o quinto colocado, com decepcionantes 19.045 votos; Rose veio em seguida, com desempenho pior ainda, 10.346 votos.

Falta e/ou excesso de conselho,  talvez a ganância e/ou o sonho de governar São Luís fizeram a dupla pecar ao tentar um salto tão alto e ousado.

Análise

No caso de Roseane Sales da Silva Moreira, 46 anos [desculpa a indelicadeza de declinar a idade de uma mulher] o prejuízo foi maior ainda, a vereadora que após sair do PCdoB teve duas passagens meteóricas pelo PP e PV, acabou disputando a prefeitura pelo PMB. Ela iniciou no parlamento em 2008, eleita no PCdoB com apenas 2.118 votos ficando entre os últimos; Já em 2012 conseguiu se reeleger vereadora com exitosos 7.977 votos – a terceira colocada, ainda no mesmo partido.

Caso Sales mantivesse a postura do primeiro mandato, como aliado do partido do governador Flávio Dino, certamente era um nome indicado a ser companheira de chapa de Edvaldo Holanda em 2016. Entretanto, se deixou levar pelo sentimento de revolta contra a gestão municipal e foi convidada a deixar a sigla em abril de 2015. Sem muitas opções, o escolhido foi Júlio Pinheiro – hoje vice-prefeito eleito de São Luís – exatamente onde Rose deveria estar.

Já Fabio Rogério Barbosa Câmara, 44 anos, apesar de ter obtido 3.856 votos na eleição municipal de 2008, só conseguiu eleger-se vereador em 2012, quando tirou 6.959 votos. Nas duas ocasiões filiado ao PMDB, partido que permanece até os dias atuais. Oposicionista desde o primeiro dia  que adentrou na Casa, mas em 2016 sabia que enfrentaria dificuldade para renovar o mandato no parlamento.

Portanto, na dúvida entre perder como candidato a vereador ou ser derrotado como opção para prefeito – podendo aparecer com bom tempo de propaganda eleitoral – Fábio optou pela segunda alternativa. Mas, se tivesse aceitado compor com Eliziane Gama (PPS), poderia ter mudado o rumo da eleição ainda no primeiro turno, e impedido o “fenômeno Braide”.

Futuro

De forma que a partir de 2017, sem a Tribuna do Parlamento, à vista disso, sem os holofotes e nenhuma perspectivas de cargos nas esferas municipal, estadual ou federal, os dois políticos entrarão num longo ostracismo de dois anos.

Ambos, provavelmente, devem participar da eleição de 2018, seja para deputado estadual ou federal, e não se engane, resultado também não será diferente da eleição de 2016: derrota garantida!

É aquele velho adagio de “colher o que planta”. Tudo por consequências de suas próprias ambições…

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