17
jun
2016

Quem reuniu com Chiquinho Escórcio, desembargador José Luiz Almeida ou João Santana?

Pelo conteúdo da conversa gravado por Machado, entre Chiquinho e Sarney, a situação é bem clara: o desembargador Almeida ou Santana – um dos dois – foi procurado pelo ex-deputado e teria votado influenciado pelo ex-presidente da República.

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Segundo áudios da delação de Machado, Almeida ou Santana conversou com Chiquinho dias antes da soltura de Ribamar Alves…

Em trechos gravados pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o ex-deputado Chiquinho Escórcio pediu a Sarney uma intervenção junto ao Tribunal de Justiça do Maranhão para conseguir liberdade provisória ao prefeito de Santa Inês (MA) Ribamar Alves, que foi preso em flagrante – no dia 29 de janeiro  pelo crime de estupro de uma jovem de 18 anos – Sarney prometeu fazer um “aceno” pelo prefeito.

A defesa de Alves tentou, por diversas vezes, o pedido de revogação da prisão, mas todos eram recusados pela Justiça. No total foram quatros recursos negados. O relaxamento da prisão cautelar do prefeito só veio depois da suposta ajuda de Sarney.

Nas gravações Chiquinho disse que já tinha desenhado a estratégia para ajudar o prefeito de Santa Inês. “Eu já tenho a saída toda pontilhada. Quem são os nossos amigos e tal. Temos um voto [a favor] e um voto contra. Está faltando um voto. Vou almoçar agora com o desembargador que pode ser esse desembargador ou [inaudível]”, completou. Chiquinho pede uma posição de Sarney sobre o caso. “O que eu puder ajudar, eu ajudo”, responde o ex-presidente.

No dia 25 de fevereiro, Alves passou a cumprir pena alternativa em substituição à prisão. A decisão foi da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por 2 votos a 1. O julgamento foi justamente numa quinta-feira, dois dias depois da conversa entre Escórcio e Sarney.

Votaram a favor da liberdade de Ribamar Alves os desembargadores José Luiz Almeida e João Santana. O único que votou contra o relaxamento da prisão de Ribamar Alves foi o desembargador Vicente de Paula, que não constatou os fundamentos suficientes para reconsiderar a decisão, votando pela manutenção da prisão para garantia da efetividade do processo criminal e da plena realização das provas destinadas à fundamentação da decisão final, condenatória ou não.

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1 Comentário

  1. augusto pereira de carvalho disse:

    Com essas revelações do propinoduto da Petrobras vindo à público, fica a grande pergunta : do que essa gente – refiro me á oligarquia Sarney – que ¨governou¨ este estado por cinquenta anos- não foi capaz de fazer com as finanças do estado ? Se, no âmbito federal , que, em tese, detém um poder de fiscalização maior , foram capaz de tanto , imagina com o pobre Maranhão! Só isso pode justificar o estado de miséria que deixam o estado.

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