23
jun
2015

Propina para Roseana foi pedido de Lobão, diz ex-dirigente da Petrobras

Nos depoimentos de delação premiada, o ex-dirigente da Petrobras Paulo Roberto Costa diz que “reuniu-se pessoalmente com Roseana em 2010 para tratar de propina”. 

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Paulo Roberto Costa acusou de novo caixa paralelo para campanha da ex-governadora Roseana Sarney.

Durante confronto de versões entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o segundo manteve a acusação de que a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), recebeu 2 milhões de reais propina para a campanha eleitoral de 2010. Ao contrário do que aponta o ex-diretor da Petrobras, Youssef nega que tenha intermediado o pagamento, embora não conteste o fato de ter havido a envio da vantagem indevida para a peemedebista.

Costa e Youssef foram questionados por procuradores e delegados da Polícia Federal por quase nove horas na superintendência da PF em Curitiba para esclarecer contradições nas delações premiadas de ambos. Ao final do interrogatório, porém, as versões de Paulo Roberto e Youssef continuaram conflitantes. Nos depoimentos de delação premiada, o ex-dirigente da Petrobras diz que “reuniu-se pessoalmente com Roseana em 2010 para tratar de propina”. De acordo com Paulo Roberto Costa, o pedido de propina para a campanha ao governo maranhense partiu do então ministro de Minas e Energia e atual senador Edison Lobão (PMDB).

Indicado para a diretoria da Área Internacional da petroleira pelo Partido Progressista, Costa afirma ter retirado do habitual caixa de propina do PP na empresa a parcela enviada à ex-governadora. “O que Alberto [Youssef] contesta não é a existência da operação [de pagamento de propina], mas quem realizou a operação em si, quem efetivou a entrega do dinheiro. Paulo Roberto atribuiu a ele a entrega deste dinheiro, e Youssef diz que não foi ele quem efetivou o pagamento”, alega o advogado de defesa do doleiro.

Para ele, apesar do conflito sobre quem efetivamente pagou a propina a Roseana, “a divergência mostra que não houve combinação de versões” e não compromete a validade das delações premiadas. (As informações são da VEJA)

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