26
jun
2020

Preso por organização criminosa é a ligação entre a CTSLZ e COOPMAR, diz relatório do TCE-MA

Tribunal diz que CTSLZ e COOPMAR  fazem parte do mesmo esquema criminoso, ligadas por um operador preso em outubro de 2018.

Marben Bezerra foi preso em 2018, ele é representante/procurador da CTSLZ e da COOPMAR, junto a prefeituras...

Marben Bezerra foi preso em 2018, ele é representante/procurador da CTSLZ e COOPMAR, junto à prefeituras…

Marben Costa Bezerra (foto) é peça chave que liga a CTSLZ – Cooperativa de Trabalhão São Luís à COOPMAR – Cooperativa Maranhense de Trabalho. É o que diz o Relatório de Instrução nº 5817/2017, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), assinado por Anna Karlla Pitombeira Nunes e Silva – Auditora Estadual de Controle Externo e Tânia Lima Diniz – Supervisora de Controle Externo.

O documento da Corte de Contas sustenta que há evidente relação entre as duas Cooperativas representadas pelo Ministério Público por conta de inúmeras irregularidades durante a gestão do prefeito Kleber Tratorzão, em São Domingos do Maranhão.

De acordo com o TCE-MA, a CTSLZ e a COOPMAR têm o mesmo representante/procurador: Marben Costa Bezerra. Após minucioso levantamento feito nas contas do referido município constatou-se que os valores pagos a COOPMAR totalizaram R$ 6,1 milhões, enquanto em 2016 foi pago a CTSLZ quase R$ 2 milhões, conforme contratos para terceirização de serviços de recepção, portaria, limpeza, conservação, entre outros.

Marben Bezerra era um dos principais operadores da Coopmar, responsável por arregimentar cooperados. Ele e seus comparsas também atuavam no aluguel de imóveis, representando a Coopmar e a CTSLZ em licitações e, também, como elo com prefeituras com as quais as cooperativas mantinha contratos.

O representante/procurador da CTSLZ e da COOPMAR, no caso Marben, foi preso em outubro de 2018, junto com sua quadrilha, todos acusados por lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato em uma operação realizada pelo Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar e do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com a Polícia Civil e Controladoria Geral da União (CGU).

– Caso Coopmar

As investigações apontaram que além de contratos irregulares da Coopmar com a Prefeitura de Paço do Lumiar no valor de R$ 12 milhões na gestão do prefeito Josimar Sobreiro, o operador Marben Costa Bezerra, também era o elo com 17 prefeituras maranhenses, além da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem).

O total de recursos movimentados pela quadrilha na qual Marben participava foi de R$ 223 milhões. O representante da CTSLZ, conforme apurado na primeira fase da operação, usava junto com seus comparsas os recursos públicos desviados em outras empresas, que serviam para a lavagem de dinheiro. É o caso da Agropecuária Bela Vista, de Gleydson de Jesus Gomes Araújo, considerado o líder do esquema, e Marcelo Antônio Muniz Medeiros, que recebeu cerca de R$ 3,5 milhões da Coopmar.

Raildson Diniz Silva, primo de Gleydson Araújo, possui duas empresas que receberam quase R$ 900 mil da cooperativa e atuam como franquias. Uma delas, de uma marca de relógios, possui quiosques em São Luís-MA, Fortaleza-CE, Belo Horizonte-MG e Contagem-MG. Outras duas franquias também foram utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro, além de uma loja de veículos pertencente a Aislan Denny Barros Alves da Silva. Já se descobriu que os recursos foram aplicados, também, em 10 veículos, mais de 300 animais, entre outros bens ainda ocultos.

Outros integrantes da quadrilha também foram presos, Artur Costa Gomes, Raildson Silva, Lucas do Nascimento, Hilda da Silva e Carlos Alex Prazeres. Eles se revezavam entre “laranjas”, montagem de documentos, aproveitando-se da experiência adquirida em outras cooperativas. Este último era o responsável pelo setor financeiro da cooperativa, com poder de movimentar contas bancárias, emitir e endossar cheques da entidade. Um gerente do Banco do Brasil, Peterson Santos, também foi preso na época, ele operava no sistema bancário de forma decisiva para a lavagem de dinheiro da organização criminosa.

– Abaixo os dois relatórios do TCE-MA que atestam a relação entre as duas cooperativas 

Relatório de Instrução nº 5817/2017

Relatório de Instrução nº 1138/2017

1 Comentário

  1. Marcinho disse:

    E o SAFADO ricaço com dinheiro público roubar o MARCELO MEDEIROS ainda está no xilindró ou solto tirando onda de tornolzeleira eletrônica? Eu lembro que muito antes dessa roubalheira estourar este blog já fazia alguns alertas sobre a MDAssessoria Contábil.

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