05
mar
2015

Presa quadrilha que desviava ‘Seguro Defeso’ no MA

Quadrilha fez mais de 7 mil associados como vítimas (Foto: Ney Anderson/Polícia Civil)

Quadrilha fez mais de 7 mil associados como vítimas em Viana, no MA (G1)

A Polícia Civil do Maranhão desarticulou nessa quarta-feira (4), no município de Viana, uma quadrilha suspeita de desviar recursos do Seguro Defeso. A ação foi resultado da ‘Operação Peixe Grande’. De acordo com a polícia, a quadrilha estava instalada no Sindicato de Pescadores de Viana e, só no ano passado,  teriam desviado R$ 5 milhões.

O benefício deveria ser pago a pescadores do município durante o período da Piracema em que a atividade da pesca é proibida em todo o país. Somente em Viana, o sindicato tem mais de 9 mil associados e mais da metade desses pescadores foram vítimas da quadrilha.

De acordo com o delegado Ney Anderson, titular da Delegacia de Viana, a quadrilha ameaçava os pescadores, que eram obrigados a dividir o benefício. ” O Seguro Defeso é pago em quatro parcelas de um salário mínimo. Essa quadrilha ameaçava alguns pescadores de terem o benefício cancelado caso não pagassem metade da parcela a eles. Eles também retiam a carteira da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca dos pescadores, impendido que eles tivessem acesso ao dinheiro. Existem também casos em que a pessoa nunca pescou, mas eles facilitavam a entrada no sindicato para dividir a parcela”, explica.

Foram presos o ex-presidente do Sindicato dos Pescadores, Antônio Coelho Azevedo, conhecido como Antônio de Inês, a presidente atual do sindicato, Adriana Pinheiro Azevedo, e os dirigentes Márcio Júnior Amorim e Luis Alberto Mendes Aires. Outras duas pessoas que faziam parte do sindicato também foram presas, mas seus nomes não foram divulgados. A polícia apreendeu computadores, documentos, celulares, vários veículos, duas armas de fogo municiadas e mais de R$ 15 mil em espécie.

Todos os detidos e o material apreendido foram levados para a Delegacia Regional de Viana. “Vamos tentar definir qual era a função de cada um e investigar se existem mais pessoas envolvidas”, ressalta o delegado Ney Anderson.

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