12
abr
2016

Prefeito interino de Anajatuba é indiciado pela Polícia Federal

Delator que recebeu propina de empresário foi premiado pela justiça maranhense com os cofres da prefeitura de Anajatuba. Hoje se passa por moralista e jura de pé junto que não é corrupto.

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No dia 20 de julho de 2015, portanto, há nove meses, Sydnei Pereira, prefeito interino do município de Anajatuba foi indiciado por corrupção passiva pela Polícia Federal, conforme despacho assinado pelo delegado da Polícia Federal Ronildo Rebelo Lages da Silveira (cópia acima).

O indiciamento é justificado levando em consideração pelo menos quatro atos criminosos do então vice-prefeito, que hoje comanda de forma provisória os cofres daquela prefeitura por determinação judicial, e diga-se de passagem, vem realizando um verdadeiro desastre administrativo.

De acordo com a PF, Sydnei Pereira usou do cargo politico que ocupa para auferir vantagem financeira através de negócios com empresa de fachada A4 SERVICOS E ENTRETENIMENTO, materializado no comprovante de transação bancária no valor de R$ 6.440,00 (seis mil quatrocentos e quarenta reais) da conta da empresa investigada A4 SERVICOS para a conta do investigado, de 18/11/2013, apreendido na casa da namorada de FABIANO EVERTON BEZERRA (fls, 49 do apenso VII).

prefeito de anajatuba com ambulancia (1)

Para a Federal, não resta qualquer dúvida que o prefeito de Anajatuba recebeu dinheiro público indevido.

A Polícia Federal também diz que João Everton Matos, sogro do investigado [Sydnei] recebeu a quantia de R$ 28.000,00 (vinte e oito mil reais) da investigada NATASCHA ALVES LECH, ex-esposa de FABIANO BEZERRA, administrador da empresa A4, no período compreendido entre outubro de 2013 e maio de 2014, a titulo de aluguel de um veículo, possivelmente por indicação do investigado, usando da influência do cargo de vice-prefeito de Anajatuba (fls. 59 do Apenso VII).

O delegado Ronildo Rebelo ainda constatou que o atual prefeito anajatubense fazia parte, de fato, de um esquema de desvio de recurso. E considerando o teor do interrogatório de Sydnei, confirmou as relações comerciais que o ‘ex-vice’ teve com a empresa A4 SERVIÇOS E ENTRETENIMENTO, materializado também pelo fato de seu sogro ter sido um dos subcontratados do serviço de locação de veículos, embora tenha negado a indicação de seu familiar á A4. 

“Determino o indiciamento Sydnei Costa Pereira, atendimento ao art. 2º, §6º, da Lei nº 12.830/2013, como incurso nas penas do art. 317, caput, do Código Penal(…)”, despachou o delegado da Polícia Federal.

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