26
fev
2016

Marlon Botão mandou R$ 300 mil para Associação fantasma realizar pré-carnaval fictício

Entidade fictícia registrada numa travessa entre o bairro de Fátima e a Vila Passos, recebeu R$ 300 mil da secretaria de Cultura de São Luís para realizar o pré-carnaval, mas nenhuma ação foi executada e o dinheiro sumiu. 

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No local onde deveria funcionar a sede do Juremê, funciona a sede do Boi Oriente.

Uma parceria técnico financeira celebrado entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Associação Cultural e Beneficente Juremê, para execução do projeto “São Luis Cidade da Alegria – Pré-carnaval 2016”, pode revelar um esquema de corrupção instalada na pasta desde a chegada do atual secretário.

No inicio do mês, o blog adiantou sobre o cheiro forte de corrupção que rodeia a rua Isaac Martins Barrocas, nº 141 no centro de São Luís – MA, mais precisamente na Fundação Municipal de Cultura (Func), que tem como presidente Carlos Marlon de Sousa Botão, no cargo desde o inicio de novembro de 2014.

O problema todo foi descoberto no processo nº 574/2016, Marlon Botão empenhou e liquidou R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) para a entidade de CNPJ: 13.100.825/0001-20 realizar o pré-carnaval deste ano. No entanto, a Associação do Juremê nada realizou nesse período, e o dinheiro sumiu. Não se sabe onde o recurso público foi parar e quem mais está por trás da liberação dos valores.

O blog buscou identificar a sede da associação, em rápida pesquisa chegou-se a R. Catulo da Paixão Cearense Vila Passos, 620 – : Rua General Osório; Altos; bairro de Fatima – Sao Luis/MA, no local, apenas uma residência de dois pavimentos com uma placa desbotada da “Associação Folclórica, Cultural e Beneficente Oriente”, com uma imagem ilustrativa do Boi do Oriente ao lado.

Nem sinal da “Juremê”. Isto é, são duas entidades que funcionam no mesmo endereço com finalidade diferente.

O blog entrou em contato com a diretoria da Juremê, uma senhora que se identificou pelo nome de Juliana, disse responder por tudo na Associação. “Sou eu a coordenadora, presidente, a secretária, sou tudo”, disse.

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Comprovante do emprenho e pagamento estão disponíveis no portal de Transparência da Prefeitura de São Luís.

No entanto, quando indagada sobre como foi aplicado o repasse de R$ 300 mil para realização do pré-carnaval 2016, a mulher desconversou, negou ter recebido o dinheiro e alegou que vai processar a secretaria: “Só converso sobre isso pessoalmente, porque não recebemos esse valor. Eu tenho certeza que não existe convênio do Juremê de trezentos mil. Eu vou entrar com uma ação judicial contra a Secretaria.” Declarou dona Juliana.

Mas, acontece, que o secretário Botão confirmou o convênio, contrariando a ‘dona’ da Juremê. Marlon disse que “tudo foi realizado dentro da legalidade mesmo na correria, porque a equipe da Cultura não teve muito tempo.”

Entretanto, o titular da Cultura de São Luís não soube informar exatamente o que foi realizado e a forma como foi aplicado a totalidade dos recursos repassados para a entidade. “Tem um plano de trabalho, entendeu, inclusive, com prestação de conta, além das descrições e as ações”, desconversou o secretário.

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Marlon Botão precisa explicar com clareza o que foi feito com o dinheiro público destinado para a Associação.

Por fim, quando perguntado se conhece a entidade para qual destinou os R$ 300 mil, Botão disse: “Conheço o Juremê em função de outras ações, não tenho aqui nada que deponha contra a Associação”.

– Facilidade

O que chama atenção nesse caso com claros indícios de corrupção é a facilidade da transferência de recursos para uma entidade. Feito sem qualquer critério de escolha além da ausência de licitação para o fim específico.

E não para por aí, o blog começou apurar que existem casos bem mais ‘cabeludos’ do que esse, tanto referente a repasses financeiros do carnaval 2016, quanto a outras transferências com sinais nítidos de irregularidades.

LEIA TAMBÉM:

– Coisa de petista: Fortes indícios de corrupção na Func durante a gestão ‘Botão’

1 Comentário

  1. maria disse:

    Repasse de dinheiro público sem uma criteriosa avaliação deixa margem pra corrupção, um exemplo disso é o repasse que as escolas e entidades beneficentes têm direito do governo federal por meio da prefeitura, vou citar um exemplo, no bairro da Liberdade existe uma pseudo escola comunitária que recebe um recurso, por intermédio da Semed do governo Federal, porque a documentação dessa escola está dizendo que ela é comunitária só que na verdade eu não acho que seja, veja só a mensalidade lá é em torno de R$ 250,00 a lista de material incluindo livros os pais não gastam menos de R$ 1300,00 isso essa entidade possui dois CNPJ, que é ilegal, aí eu pergunto por que a Semed não manda fazer uma investigação pra detectar essa fraude, se é que há? é fácil você tirar um documento no Brasil e alegar que a entidade ou escola é comunitária e aí você deixa de pagar uma infinidade de impostos, já tentei um contato com a Secretaria de educação municipal para relatar essa suspeita e até agora eles fizerem “ouvido de mercador”

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