07
fev
2018

Mandaram um destrambelhado para o Senado; assista o vídeo

O vídeo abaixo mostra o discurso do Pastor Bel no Senado, algo sem pé nem cabeça.

O suplente de senador Pastor Bel (PRTB-MA), que ocupa a cadeira de Edison Lobão (PMDB-MA), subiu à Tribuna nesta terça-feira (06) para fazer um pronunciamento sem pé nem cabeça, típico comportamento de um destrambelhado.

Na tribuna, Bel também contou que foi assaltado ao chegar nesta terça ao aeroporto de Brasília. “Quando bati a mão no meu bolso: roubaram minha bolsa. E fiquei ali, que País é este em que nós estamos?”, questionou. Ele disse que, após procurar a Polícia Federal, encontrou a bolsa no banheiro, mas sem o dinheiro. “Graças a Deus não levaram a minha vida.” O senador aproveitou o episódio para dizer que o Brasil está passando por uma crise e que é preciso haver uma preocupação maior com segurança pública.

Em seguida, o suplente disse que muitos senadores “deveriam estar presos”, mas não fez questão de citar nomes. Adiante, bradou contra os ministros do governo Temer, afirmou que pediu ajuda diversos ministérios e não conseguiu liberação de recursos para o Maranhão. “Eu deixo aqui a minha revolta com o Senado e com o Brasil. Estou muito revoltado com esta Casa, porque a gente não consegue nada. Por mim, já tinha entregado este negócio aqui, porque a gente vem lutando, eu tenho batido na porta dos ministérios, de todos os ministérios, para ver se consigo algum recurso para o meu Estado. Não consegui até agora nem uma bicicleta para levar para o meu Estado.”

‘Não consegui até agora nem uma bicicleta para levar para o meu Estado’, disse o senador Pastor Bel (PRTB-MA) Foto: Moreira Mariz/Agência Senado.

Apesar das críticas, ele disse que alguns senadores “têm vergonha” e chegou a defender Lobão, que responde a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Bel afirmou que o emedebista é como um pai para ele. O senador José Medeiros (PODE-MT) questionou quem seriam os ladrões mencionados por Bel. “Vossa Excelência sabe muito bem quem são”, respondeu. “Eu não, se o senhor sabe, deve representar contra eles no Conselho de Ética da Casa”, retrucou Medeiros.

É bom lembrar que para assumir o cargo por quatro meses, o pastor receberá dois salários extras, no valor de quase R$ 70 mil, como ajuda de custo no início e final do mandato, além do subsídio pago mensalmente e dos benefícios.

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