16
jan
2021

TV Record aponta Lupércio Alves como um dos maiores vendedores de notas frias do Maranhão

As duas empresas envolvidas no esquema de desvio de recursos públicos por meio de 70 licitações e R$ 64 milhões são do município de Miranda do Norte.

O programa Repórter Record Investigação na temporada Dossiê Carajás: Corrupção e Descaso que demorou quatro meses para ser gravado pela emissora e, exibido na noite de quinta-feira (14), denunciou o empresário Lupércio Alves de Lima morador na cidade de Matões do Norte como um dos maiores vendedores de notas fiscais frias do Maranhão.

Notas fiscais fictícias ou “frias” são aquelas nas quais os serviços declarados não são prestados ou os produtos discriminados não são entregues.

De acordo com o programa da TV Record, Lupércio utiliza-se de pelo menos duas empresas para atuar no desvio de recursos públicos. A primeira é a Arbo Empreendimentos LTDA, registrada na Rua Nova Miranda, nº 11, Miranda no Norte (CNPJ: 12.734.098/0001-90).

Nessa primeira empresa ele usa laranjas para  comandar a rede criminosa que desvia dinheiro dos cofres públicos. A empresa recebeu esse nome após o Ministério público pedir o bloqueio da Signandes Empreendimentos LTDA – ME, que trocou de nome e manteve o mesmo CNPJ.

Em uma operação que realizou busca e apreensão na casa de Lupercio, o Ministério Público encontrou dois cheques no valor de R$ 250 mil reais cada.

A Signandes foi bloqueada, mas com o mesmo CNPJ a empresa mudou de nome para Arbo Empreendimentos. E passou de pai para filha; O antigo dono Daniel, deu lugar ao nome da filha Surama. Para o Ministério Público, tanto Daniel quanto sua filha Surama, são laranjas no esquema de Lupércio Alves de Lima.

A segunda empresa usada no esquema criminoso é a Classe A Empreendimentos Comercio e Serviços LTDA, registrada na Avenida do Comércio, nº 1.000, Centro – Miranda no Norte. Lupércio aparece como um dos sócios da empresa.

O Repórter Record Investigação diz que de acordo com o SACOP – Sistema de Acompanhamento de Contratações Públicas do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, as empresas usadas por Lupércio Alves possuem mais de R$ 64 milhões em contratos com prefeituras maranhenses.

Baseados em dados fornecidos pelo TCE-MA, a empresa Classe A LTDA possui 21 contratos com 11 prefeituras que somam R$ 15,8 milhões. E a Arbo, outros 49 contratos que alcançam R$ 48,2 milhões.

– Prefeituras envolvidas

Usando a empresa “Arbo”, Lupércio possui contratos com as prefeituras de Brejo de Areia, Matões do Norte, Centro do Guilherme, Maranhãozinho, Zé Doca, Candido Mendes, São João Batista,  Igarapé do Meio, Itinga do Maranhão, Miranda do Norte, Bom Jardim, Araguanã, Altamira do Maranhão, Alto Alegre do Maranhão, Serrano do Maranhão, Bom Lugar, Lago Verde, Senador Alexandre Costa, Bela Vista do Maranhão, Cantanhede, Bacabal, Alto Alegre do Pindaré, Santa Luzia, Itapecuru- mirim, Santa Inês e Gonçalves Dias.

Utilizando outra empresa, “Classe A”, essa em seu nome, Lupércio possui contratos com outras 11 prefeituras: Zé Doca, Tufilândia, São Luís Gonzaga do Maranhão, Cajari, Alto Alegre do Maranhão, Senador Alexandre Costa, Cantanhede, Miranda do Norte, São Mateus do Maranhão, Anajatuba e Bela Vista do Maranhão.

– Outro lado

Em uma nota publicada no blog do jornalista Abimael Costa, Lupércio diz que foi surpreendido por ter seu nome citado e sua imagem exibida no programa de televisão de alcance nacional. “Repudio o uso indevido e pejorativo de seu nome e imagem além de lamentar os irreparáveis prejuízos morais advindos de uma reportagem parcial e superficial feita sem conceder o devido direito legal do contraditório.” diz a nota.

A versão de Lupércio diz, ainda, que ele está de cabeça erguida e confiante na justiça, certo de que a verdade dos fatos será restabelecida e sua inocência provada. “O empresário mantém a rotina diária de muito trabalho sempre focado na honestidade, transparência e honradez que lhe e peculiar.” Completa.

Lupércio Alves de Lima foi denunciado pelo Programa Repórter Record Investigação, da TV Record.

Lupércio Alves de Lima foi denunciado pelo Programa Repórter Record Investigação, da TV Record.


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