21
nov
2016

Jorge Arturo esvazia escritório e esconde provas antes da chegada da polícia

Polícia encontrou salas no Edifício Century Multiempresarial, localizadas no bairro da Ponta D’Areia, completamente vazias e desativadas.

dadada

Nas salas 507/508 a polícia encontrou tudo vazio…

Por determinação da juíza Cristiana Ferraz da 8ª Vara Criminal a Polícia Civil do Maranhão cumpriu na manhã desta segunda-feira (21) mandados de busca e apreensão nas residências e escritório de três integrantes da organização criminosa que atuaram em fraude de isenções fiscais na Secretaria de Estado da Fazenda durante o governo Roseana Sarney.

Entre os locais abordados pela polícia após a decisão judicial estão as residências do ex-secretário da Fazenda Maranhão, Cláudio José Trinchão Santos (LÍDER DA QUADRILHA) localizada no Condomínio Golden Green, bairro do Cohajap; e do ex-Secretário Adjunto da Administração Tributária e Secretário de Estado da Fazenda, Akio Valente Wakiyama (SEGUNDO CHEFE), no condomínio Andorra, no Olho D’Água.

Além da dupla, o advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior (NEGOCIADOR) também teve sua casa [Edifício Terceiro Milênio, no Olho D’Água]  e escritório de advogacia “Mendoza e Torres Advogados Associados”, localizado na Avenida dos Holandeses, no bairro Ponta D’Areia, Edifício Century Multiempresarial, São Marcos, sala 507/508, alvos da polícia.

Antes que a Civil chegasse nesta manhã, no local já estava feita uma verdadeira varredura. Arturo ciente que a polícia está no seu encalço certamente autorizou um “pente fino” geral. De forma que não ficasse nenhum vestígio da máfia.

No total de dez, também foram buscas e apreensões no Centro de Tecnologia Avançada (CTA), empresa de Arturo, localizado no Planalto Anil III, em São Luís.

Quem era Arturo na máfia da SEFAZ?

12227122_993209224054274_1078140637571446264_nAdvogado, corretor e agenciador que negociava os supostos créditos provenientes de precatórios junto a empresas devedoras da Receita Estadual. Ele próprio fazia o trabalho de agenciamento das empresas interessadas para que comprassem cotas de precatórios ilegais e fantasmas para compensação junto à SEFAZ.

Arturo foi um dos mentores do golpe revestido de falsa legalidade baseada em acordos judiciais que reconheciam a possibilidade da compensação de débitos tributários (ICMS) com créditos não tributários (oriundos de precatórios ou outro mecanismo que não o recolhimento de tributos).

Só para recordar, a denúncia da “máfia da SEFAZ” foi apresentada no final do mês de outubro pelo promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís.

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