14
dez
2016

Inauguradas seis fábricas de vassouras, cinco de chinelos e quatro malharias no sistema prisional do MA

Novas oficinas de trabalho foram inauguradas nas unidades prisionais de Pedreiras, Codó, Coroatá, Rosário e Chapadinha.

O objetivo é fechar 2016 com o máximo de fábricas entregues, garantindo a valorização da mão-de-obra dos apenados.

O Governo do Estado prossegue investindo em oficinas de trabalho destinadas aos detentos do Maranhão. Só na primeira semana de dezembro, em estabelecimentos penais do interior do estado, foram inauguradas três novas fábricas de vassouras nas Unidades Prisionais de Ressocialização (UPRs) de Pedreiras, Codó e Coroatá. A gestão abriu ainda uma malharia na UPR de Rosário e uma fábrica de confecção de chinelos em Chapadinha. Agora já são seis novas fábricas de vassouras, quatro malharias e cinco fábricas de chinelos operando no sistema prisional do Maranhão.

Os empreendimentos, entregues essa semana, irão beneficiar, incialmente, um total de 50 apenados. Em Codó e Chapadinha, onde as inaugurações ocorreram segunda-feira (5), 20 internos, sendo 10 em cada estabelecimento, foram contemplados para trabalharem nas fábricas de vassouras e chinelos, respectivamente. A estimativa é que sejam produzidas, por dia, pelo menos 100 vassouras e 80 pares de chinelos.

As UPRs de Coroatá e Pedreiras, entregues na terça-feira (6), profissionalizarão, cada uma, mais 10 detentos. No estabelecimento penal de Coroatá, o objetivo é que sejam confeccionadas, diariamente, 100 vassouras. A mesma quantidade é prevista na unidade prisional de Pedreiras.

A abertura da malharia na UPR de Rosário ocorreu na manhã de quarta-feira (7). No total serão 10 apenados trabalhando de forma efetiva no novo empreendimento, que conta com mais 10 presos em cadastro de reserva. A estimativa inicial de produção dos fardamentos utilizados pelos próprios internos é de 50 peças, entre camisas, calças e calções. Na unidade os internos têm à disposição quatro máquinas de corte e costura.

– Investimentos 

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Para a abertura de uma fábrica de vassouras, o Governo do Estado tem investido cerca de R$ 24 mil. O investimento inclui os insumos e equipamentos necessários para a confecção dos objetos. A meta é que sejam entregues, em curto prazo de tempo, 10 fábricas, o que totalizam um investimento no valor de R$ 242, 286 mil.

Além das UPRs de Pedreiras, Coroatá e Codó, as fábricas de vassouras já foram instaladas nas unidades prisionais de Itapecuru, Timon e na UPR São Luís 6, antigo Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas, garantindo a abertura de seis novas fábricas no sistema carcerário do estado.

Hoje, no sistema prisional, existem malharias operando, de forma efetiva, nas unidades prisionais do Olho d‘Água, Feminina, no Hospital Nina Rodrigues (HNR), onde 10 pacientes em cumprimento de medidas terapêuticas passam por qualificação, e desempenham esse trabalho sob vigilância supervisionada. Agora, mais recente, a amalharia funciona no estabelecimento penal de Rosário.

Em relação às fábricas de chinelos já são 5 em pleno funcionamento no sistema prisional do Maranhão. Com um investimento de cerca de R$ 10 mil, esse empreendimento é fruto do projeto “Calçando Sonhos”. A estimativa é que, diariamente, sejam confeccionados 150 pares chinelos, que deverão ser usadas pelos próprios detentos.

– Produção 

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A produção da vassoura tem início com a limpeza a base de água e sabão das garrafas pet. Depois disso, a garrafa é levada para uma máquina onde é feito um corte no fundo da mesma. A parte cortada é reaproveitada no artesanato. Já o outro pedaço é levado para fazer a filetagem (cortes em fios). Os outros processos são a prensa para fabricação manual da vassoura e a guilhotina para aparar as cerdas.

Além disso, as cerdas são levadas ao forno para serem tratadas. Em seguida, basta ajustar as cerdas na base e grampear, aparar as cerdas, cortando as pontas desiguais e colocar o cabo da vassoura. “É incrível a durabilidade desse tipo de vassoura. Com o mesmo zelo que se tem com uma vassoura comum, esta, porém, se mantém em condições de uso por, no mínimo, três anos”, complementou Murilo.

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