01
set
2015

Godofredo Viana: R$ 100 mil para filho de Desembargador pode derrubar presidente da Câmara

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Os três cheques nominais somam R$ 114 mil reais.

O imbróglio envolvendo a eleição da presidência da Câmara do de Godofredo Viana, em dezembro de 2014, município maranhense a 586 km de distância de São Luís, ganhou desdobramento inimagináveis.

Cinco dos noves parlamentares do município, protocolaram na manhã desta segunda-feira(31) um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI), contra o atual presidente do legislativo que retornou ao comando da Casa na semana passada.

Os parlamentares apresentaram cópias de três cheques assinados pelo vereador Agenor Melo da Silva, datado de 22 de junho de 2015, período que esteve no comando da Câmara, refente a pagamentos feitos em forma de depositados nominal, destinado a seus advogados no valor de R$ 114.000,00(cento e quatorze mil reais).

Beneficiado com dois cheques de R$ 50 mil, o advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo que é filho do Desembargador aponsentado Benedito Belo, é acusado de atuar na causa particular do vereador e receber ilegalmente R$ 100 mil, oriundos de recursos públicos destinados à Câmara.

O terceiro cheque, de menor valor, mas não menos grave, foi para outro advogado da Região, Eliancelmo Ferreira Costa, que recebeu o equivalente a R$ 14 mil. E também atuou em favor de Agenor.

Confusão

Atual presidente, o vereador José Agenor Melo da Silva(DEM), realizou uma eleição na época, passando por cima do regimento interno da Casa e elegeu-se presidente. Seu concorrente, Francisco do Nascimento Gama(PSB), também fez uma eleição, e assim como o adversário, também foi eleito para a presidência.

De forma que a Câmara de Vereador ficou em uma situação bastante inusitada: Com dois presidentes. Enquanto, o democrata Agenor realizava uma sessão, o socialista Francisco fazia outra. O impasse perdurou por seis meses, sem uma definição sobre quem de fato seria o chefe do legislativo.

Até que a juíza Cinara Elysa Gama Freire, titular de Cândido Mendes, decidiu em favor de Francisco Gama, que assumiu a presidência da Câmara de Godofredo Viana.

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Ricardo Belo, filho de um membro  aposentado do TJ-MA, recebeu R$ 100 mil do presidente da Câmara.

Mas em seguida, ainda no mês de junho, o vereador Agenor Melo com auxílio do seu advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo, recorreu e conseguiu uma liminar do Desembargador Raimundo José Barros de Sousa no Tribunal de Justiça do Maranhão, derrubando a decisão da juíza de primeira grau.

O novo presidente ficou apenas cinco dias no cargo, desses somente três dias úteis, mas o bastante para fazer um verdadeiro estrago nos cofres legislativos. Após esse período, uma nova decisão, desta vez do desembargador Jamil Gedeon em favor do vereador Francisco Gama, retornou o parlamentar para a cadeira central do legislativo.

Tudo corria bem e parecida que a confusão teria acabado, entretanto, na última quinta-feira(27), surgiu nova decisão do TJ-MA. A canetada desta vez foi da Desembargadora Angela Maria Moraes Salazar que retorna Agenor Melo para a presidência da Câmara godofredense.

E se a situação já era emblemática, agora terminou de embaraçar. Pois, a descoberta dos cheques vai render novos capítulos na tumultuada política de Godofredo Viana.

Basta aguardar…

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