20
jan
2014

Flávio Dino sabe os caminhos para atrair recursos para o Maranhão, veja a íntegra da entrevista de O Imparcial

Pré-candidato ao governo, Flávio Dino, vem despontando como o favorito até então, porém ele não apenas surfa na onda favorável, mas apresenta inúmeras propostas e demonstra ter conhecimento do que é necessário para colocar o Maranhão, entre os estados mais ricos do país, assim como melhorar os índices sociais.

O presidente da Embratur, conta que sua experiência ao longo dos últimos três anos em Brasília, o ajudou muito para conhecer os caminhos que vão possibilitar a captação de recursos federais para o estado. Flávio ainda destaca que os servidores estaduais vão fazer parte de um alicerce fundamental na construção do seu governo.

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Confira na íntegra a entrevista exclusiva:

Por que o senhor quer ser governador do Maranhão?

Flávio Dino – Para virar essa página da história maranhense. O nosso Estado é belo e tem muitas riquezas, mas infelizmente elas não chegam às casas dos maranhenses. Temos os piores indicadores sociais do Brasil. Isso significa injustiças, negação de direitos, sofrimentos, injustiças. O intenso noticiário negativo sobre o Maranhão, no Brasil e no mundo, demonstra que o atual ciclo de poder, que já dura 50 anos, está falido. Chega de notícias ruins e de um poder imperial que não respeita as leis nem as pessoas. O Maranhão precisa olhar para frente. Há caminhos para corrigir os erros e barbaridades que aí estão.

O que lhe faz acreditar que pode alcançar esse objetivo?

Ofereço à população do nosso Estado uma vida profissional honesta, uma experiência nos três Poderes – Judiciário, Legislativo e Executivo – e uma história de luta por justiça social. Desde que comecei a participar de movimentos sociais, em 1983, quando tinha 15 anos de idade, sempre estive ao lado dos direitos dos mais pobres. No movimento Diálogos pelo Maranhão, temos conversado com a população sobre democracia, igualdade e desenvolvimento. Tenho fé de que é possível fazer um Maranhão mais justo e com mais igualdade, e por onde passo esse sentimento é muito forte. Me emociono muito ao ver tanta gente motivada, querendo ajudar, olhando nos meus olhos e dizendo palavras de confiança. Isso que me alimenta.

Qual será sua prioridade, caso venha ser eleito?

Governar com honestidade e trabalhar para que todos os maranhenses tenham acesso aos direitos garantidos na Constituição e nas leis, que hoje lhes são negados. Por exemplo, no lançamento de minha pré-candidatura pelo PCdoB, destaquei como prioridade o fornecimento de água nas casas do Maranhão. Hoje, metade da nossa população não tem água e banheiro em casa. Essa situação é inadmissível em um estado rico como o nosso. Há uma direta relação entre problemas como esses e os constantes casos de desvio do dinheiro público no Maranhão.

Sobre o tripé: educação, saúde e segurança. Quais são as suas propostas? 

Nas três áreas quero destacar, em primeiro lugar, o papel dos servidores públicos. Sou servidor público há 25 anos, e sei que é rigorosamente essencial valorizar e motivar a classe. Se for a vontade de Deus e eu tiver a honra de governar o Maranhão, tenho certeza de que meus colegas servidores públicos serão grandes aliados na transformação do nosso Estado. Não há espaço para falar tudo, daí vou destacar somente alguns tópicos. Na educação, é necessário investir em ensino profissional e na ampliação das universidades. O Maranhão é muito grande, precisamos fortalecer a UEMA e ter universidades regionalizadas. Sem ciência e tecnologia é impossível desenvolver o Maranhão. Sobre Saúde Pública, vamos acabar com a terrível corrupção que se instalou no setor, abrir os hospitais que hoje estão fechados ou abandonados e investir na carreira dos profissionais de saúde. Precisamos de mais médicos, vamos formá-los aqui no Maranhão e eles terão uma carreira de estado, similar a dos juízes. Os agentes comunitários de saúde terão mais direitos e missões. Quanto à Segurança, vamos buscar novas formas de organização das forças de segurança, principalmente na integração entre os sistemas de inteligência e informação das polícias, do Ministério Público e do Judiciário. Além disso, vamos contratar mais policiais e reconhecer os seus direitos. Não entendo porque, em uma hora difícil como essa, o governo do Estado resolveu brigar com o Conselho Nacional de Justiça e com os juízes. Isso não pode dar certo.

Sobre o enfrentamento a pobreza. Programas sociais que vem sendo desenvolvidos pelo governo federal, o senhor acredita que sejam fundamentais? O senhor pretende ampliar? Como?

Hoje o Maranhão proporcionalmente é o estado com maior número de atendidos pelo Bolsa-Família e isso mostra o quanto esse programa é importante para os maranhenses. Mas é preciso que o governo do estado contribua no enfrentamento à pobreza, sobretudo gerando oportunidades de trabalho. Penso também muito especialmente nas ações relativas a idosos, crianças, jovens e pessoas com deficiência. São setores que precisam da solidariedade real de um governo presente, atento, cuidadoso.

Em relação a economia. O Maranhão ainda é um estado com baixa densidade industrial. O que o senhor pretende fazer para que o estado atraia investidores?

Garantir o cumprimento das leis é um grande passo para atrair investidores. Quantos já deixaram de investir no Maranhão porque não queriam pagar propinas, taxas de extorsão etc ? Além disso, o governo do Estado deve ter três grandes prioridades econômicas: 1) expandir o nosso mercado interno, pela consolidação de atividades econômicas já existentes – por exemplo a agropecuária familiar e empresarial; 2) garantir o acesso dos produtores do campo e da cidade à ciência e tecnologia; 3) ter uma política industrial inclusiva e democrática, que liberte o Maranhão da monotonia dos discursos baseados apenas nos “grandes projetos redentores”. Essa nova política industrial deve visar ao adensamento das cadeias produtivas (grãos, pecuária, ferro e alumínio, cimento, óleos vegetais e produtos oriundos da biodiversidade, cerâmica vermelha e minérios brancos, entre outras). Em paralelo, precisamos implantar uma rede de Arranjos Produtivos Locais (APLs), que garantam geração de renda e mais oportunidades de trabalho. Cito como exemplos o mel, a farinha, as frutas, o pescado, o artesanato etc.

O que deve ser feito para aumentar a arrecadação estadual?

As receitas próprias estão diretamente relacionadas ao crescimento de nossa economia. Além disso, vamos captar muitos recursos federais via transferências voluntárias, com a experiência que tive esses anos todos em Brasília. Essa é uma coisa muito importante: conhecer Brasília, saber os caminhos para conseguir recursos. Neste momento sou contra qualquer aumento de carga tributária para a sociedade.

Hoje se fala muito em parceria. Como o seu governo vai se comportar em relação às prefeituras e a União?

Na Embratur atendi a todos os estados, independentemente de filiação partidária do secretário de turismo ou do governador. Quem apresentou bons projetos técnicos foi atendido. Esse é o certo. Vamos deixar para trás esse modelo de chantagem política com os recursos públicos estaduais e promover parcerias com os municípios de todo o Maranhão. É um escândalo que prefeitos sejam chantageados em secretarias do Governo, como muitos têm me relatado. Vou acabar com esse desrespeito contra os prefeitos. Além disso, é preciso conversar muito, respeitar os outros, entender que um governador não existe para ser servido e sim para servir.

Muito se fala que mais uma vez a oposição vai rachar nas eleições. O senhor acredita que seja possível manter todos unidos em torno de sua candidatura? Como o senhor planeja manter os aliados ao seu lado?

Nós estamos em diálogo constante com todas as lideranças do estado que querem fazer parte desse projeto de mudança para o Maranhão. A minha pré-candidatura é uma das alternativas para superar o modelo oligárquico e há outras pessoas que também têm as suas pré-candidaturas. Estamos conversando e fazendo um convite para todos integrarmos uma mesma aliança. É o que chamamos de Partido do Maranhão. Em outros estados, como o Acre, diferentes forças políticas se uniram para derrotar o crime organizado, unindo do PT ao PSDB. Aqui no Maranhão, é possível unirmos forças para derrotar o modelo coronelista. Com calma a gente chega lá.

Em relação à composição de sua chapa majoritária, quando será definida? Quais vão ser os critérios adotados para as escolhas?

Essa decisão não será tomada por mim, ou por qualquer outra liderança isoladamente. Nós somos contrários à existência de coronéis e métodos coronelistas. As decisões a respeito da montagem das chapas serão tomadas por acordo entre todos os partidos, ouvindo as sugestões de cada um.

E uma aliança com Castelo, o senhor acredita que seus eleitores entenderiam? Uma vez que por duas eleições seguidas foi criticado o modo dele fazer político e gerir a administração pública?

As eleições municipais foram encerradas. Agora estamos tratando do destino do nosso Estado. O PSDB é um dos partidos que faz parte historicamente da oposição ao grupo Sarney e tem ótimos quadros. É muito importante ter o apoio do PSDB e de todas as suas lideranças, inclusive do ex-prefeito Castelo. Maior do que as nossas divergências do passado é a urgência de fazer um futuro melhor para o Maranhão. Todos aqueles que concordam com nosso programa de modernização e transformação são bem-vindos.

Vamos fazer uma grande união com muitos partidos, movimentos sociais e, acima de tudo, com o nosso povo. Estou sereno, tranquilo e com muita fé.

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