10
nov
2016

Euda Maria Lacerda, a secretária particular que “desovava” o dinheiro da máfia da Sefaz

Laranja do esquema fiscal que atuou na Secretaria da Fazenda, a madrasta e secretária particular do escritório do advogado Jorge Arturo foi a responsável pelo recebimento e depósitos dos valores negociados nas transações.

euda

Madrasta e secretária particular do escritório de Jorge Arturo, Euda recebia transferências bancárias na sua conta pessoal, além de cheques pelos pagamentos da máfia.

Uma figura até então desconhecida, se comparada aos medalhões de Poderes envolvidos na máfia da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), teve um papel fundamental na organização criminosa que trouxe danos à arrecadação pública do Estado do Maranhão, no período que se estende de 14 de abril de 2009 a 31 de dezembro de 2014.

Trata-se de Euda Maria Lacerda, que também foi indiciada pelo Ministério Público, ela é apontada pelo titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís, como a mulher que recebia o dinheiro da propina do esquema.

De acordo com o promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos, Euda Maria era uma espécie de laranja, e executava a ocupação de secretária particular do escritório do advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior – um dos cabeças da organização – de quem ademais é madrasta.

“Euda era a responsável pelo recebimento e depósitos dos valores negociados nas transações, para sangrar os cofres do Estado do Maranhão. Depositar dinheiro de origem ilícita nas suas contas bancárias, de modo a dissimular sua origem também encontrasse incursa na prática de ato contra a administração pública.”, expressa o promotor na denúncia feita à Justiça.

Moradora do Condomínio Maison Lafite, no Renascença II, área nobre da capital maranhense, a secretária particular de Arturo era, segundo o MP, um meio para escoar o dinheiro das propinas e demais atos ilegais praticados pelo grupo criminoso que ela também fazia parte.

“Com isso, as empresas compradoras dos créditos realizavam transferências bancárias ou entregavam cheques para Euda Maria Lacerda para o pagamento das transações aos integrantes do grupo com o claro objetivo de desviar receitas do Estado do Maranhão, oriundas dos tributos compensados, em proveito próprio ou de terceiros”, afirma o promotor.

Todas os passos de Euda eram dados a partir das orientações de seu chefe direto – o afilhado Jorge Arturo. “A negociação dos créditos, por sua vez, era realizada pelo advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior e os valores desviados eram depositados em contas bancárias de Euda Maria Lacerda. Os três eram sócios na empresa Centro de Tecnologia Avançada (CTA)”, assinala a Promotoria.

De forma que Euda Maria Lacerda é um arquivo vivo. Uma eventual “delação” dessa mulher é um verdadeiro furação na política maranhense, sobretudo, à família Sarney.

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