20
mar
2014

“A reunião de ontem, não houve votação, nem deliberação, nem veto ao candidato do PC do B” Diz nota do PPS

PPS, a esfinge?

Ontem, dia 19/03/2014, houve uma vibrante reunião de membros do Partido, o PPS, com a participação de membros do Partido Rede, (que mesmo não querendo ser um partido político, é sim, um partido político que busca seu registro junto ao TSE), para a discussão sobre o processo sucessório estadual. Na pauta, a urgente necessidade de formalização de uma aliança partidária necessária à manutenção da candidatura própria do Partido para governador. Não era uma reunião do Diretório Estadual, era para ser apenas uma reunião interna com filiados, nem houve votações, nem novas definições, quem se apressou em publicar essas informações como se a reunião estabelecesse vetos está distorcendo os fatos. A candidatura de Eliziane em momento nenhum foi retirada para ser reafirmada. Nem sequer se estabeleceu vetos a quem quer que seja.

Defendi a tese de que para se tenha um projeto eleitoral exitoso, precisamos ter três condições fundamentais: uma boa candidatura e nós temos; um bom programa de governo e estamos construindo um; e, sobretudo, um leque partidário que garanta à nossa candidata tempo de televisão, visibilidade e que possibilite a eleição de uma vibrante bancada de deputados federais e estaduais!

A candidatura de Eliziane está posta, ela é uma boa candidata, não para forçar um segundo turno para favorecer o candidato governista como querem alguns, principalmente aqueles que a celebram com tanto mino na mídia e nas redes sociais ligadas às hostes governistas. Certamente teremos um excelente programa de governo, mas até o momento não temos o mais importante que são os partidos necessários para a vitória do nosso projeto!

Ainda temos prazos a esgotar e, por isso, a discussão permanece, a candidatura permanece, aliás, nunca foi retirada. Mas, na hipótese de não termos nem o PSB, nem PSDB no palanque de Eliziane e, esgotados todos os prazos, que rumo o Partido deverá tomar? E aí está o dilema da candidatura. Há duas teses correntes: uma de que Eliziane deverá ser candidata a qualquer preço, sem alianças, apenas para afirmar seu nome e se cacifar para disputa pela prefeitura de São Luís. Nessa tese, o Partido corre o sério risco de não eleger deputados estaduais e federais e, o que é pior, poderá deixar Eliziane fora do ambiente político necessário para debater as questões centrais do Maranhão e de São Luís, sua tribuna será apenas a das infindáveis e às vezes inócuas discussões partidárias!  E, de certo, ela terá com plateia apenas os defensores incondicionais dessa tese! Há mais ressentimentos do que razão por trás dos que defendem essa tese de modo tão veemente e linear! Para ser mais claro, os defensores dessa tese lutam apenas para que o Partido, caso não viabilize as alianças, não se junte aos demais partidos de oposição no Maranhão e respeitosamente discordo disso.

O PPS historicamente situa-se no campo da oposição e não poderá servir de esteira messiânica de causas perdidas e ressentimentos passados. Caso houvesse algum dirigente que defendesse internamente o apoio ao candidato governista Luís Fernando teríamos que ouvi-lo respeitosamente, debater e discutir democraticamente sua posição. O que não se pode aceitar é que o PPS se transforme em um instrumento de vinganças pessoais nem o depositário do ódio de ninguém, é sim, um partido preocupado com questões de Estado. É bom lembrar que foi o próprio Partido que garantiu as candidaturas de Jackson Lago (2006) e Flávio Dino (2010) em eleições passadas!

A outra tese, que até ontem era uma questão interna, à qual defendo, é de que o Partido, esgotadas todas as possibilidades de composição, não havendo partidos que garantam as condições mínimas para a disputa, Elisiane deverá com autonomia, decidir sobre o seu futuro, sem qualquer tipo de pressão ou imposição e sua decisão deverá ser respeitada por todos. Ela mais que ninguém sabe a dor e a delícia do momento em que vive.

Pessoalmente defendo que ela seja candidata a deputada federal, juntamente com o Pastor Porto e outros companheiros em uma aliança proporcional que garanta a eleição de uma numerosa bancada de deputados estaduais. Sendo assim, qual o caminho que o Partido deverá seguir na eleição majoritária? Deverá juntar-se ao bloco de oposição, compor a chapa para o senado com o ex-deputado Roberto Rocha e apoiar Flávio Dino para governador.

A reunião de ontem era para ser apenas mais uma discussão interna, não houve votação, nem deliberação, nem veto ao candidato do PC do B, mas alguns presentes ocupados com suas próprias causas fizeram questão de divulgá-la nos blogs e redes sociais, razão pela qual fiz questão de também de tornar pública a minha opinião como dirigente partidário! Eliziane é candidata até o limite do possível, mas enfatizo que, caso não haja alianças para sustentar esse projeto, o Partido deverá seguir com as oposições.

Altemar Lima – Membro da Executiva Estadual do PPS

1 Comentário

  1. Ricardo Ferro disse:

    Engraçado, tudo que você escreveu está igualzinho a fala de Altermar. Ou seja, ele gravou toda a reunião e te passou hein.
    Está a serviço do Dino dentro do PPS. Agora tem tres picaretas: Altemar e os dois maiores, Batista e Paulo Matos. Sedentos por cargos vendem até a alma.
    Att: Membro do PPS de olhos abertos.

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