05
jul
2015

E agora Ricardo Murad???

Ofício da gerenciadora do BNDES desmente Ricardo Murad sobre pagamento de hospital fantasma.

O pagamento de R$ 4,8 milhões para a empresa Ires Engenharia Comércio e Representações Ltda para construção do Hospital de Rosário não teve autorização do BNDES.

O repasse foi realizado na gestão do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad. Um hospital com 50 leitos deveria ter sido entregue em maio deste ano, mas no local inexiste a obra. Há apenas um terreno com tapume.

O caso veio à tona após denúncia revelada pelo jornal O Imparcial na última terça-feira. Em sua defesa, Ricardo Murad afirmou que o pagamento foi aprovado pelo BNDES e que a obra foi paralisada pelo governo atual. Ele nega qualquer indício de superfaturamento. A reportagem, porém, teve acesso a documento que contesta a versão do ex-secretário.

A Cobrape, gerenciadora do BNDES, enviou ofício no dia 24 de outubro de 2014, alertando a Secretaria de Estado da Saúde (SES) que o pagamento não tinha aprovação do BNDES. Apesar da advertência formal, o ex-secretário Ricardo Murad pagou os R$ 4,8 milhões pela obra.

Auditoria realizada este ano pela Força Estadual de Transparência e Controle (Fetracon), ligada a Secretaria Estadual de Transparência do atual governo, constatou, porém, a execução de apenas R$ 519 mil, causando prejuízo ao erário no valor de R$ 4,2 milhões.

Reprodução

BNDES não deu aval a pagamento de construção do hospital de Rosário.

De acordo com o levantamento feito pela Fetracon, a obra está parada desde a gestão passada. O canteiro de obras foi abandonado em setembro de 2014 pela empresa Ires Engenharia Comércio e Representações Ltda. Mesmo com os vários problemas e sem a aprovação do BNDES, a empresa recebeu o pagamento de R$ 4,8 milhões.

Segundo a Transparência, o pagamento milionário poderia ter sido barrado pela Secretaria de Saúde. Na gestão do ex-secretário Ricardo Murad foi feito um contrato de R$ 70 milhões com a empresa Proenge Engenharia e Projetos Ltda para elaboração de projetos e fiscalização das obras. Diante da não execução dos serviços, a Proenge deveria ter negado o pagamento, mas o pagamento foi realizado pela SES.

LEIA TAMBÉM:

– O Imparcial: Murad pagou R$ 4,2 milhões por hospital de 50 leitos que nunca saiu do papel

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