15
jan
2014

Desperdício de quentinhas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas

Comida pedrinhas

Carroceiros compram resto de quentinhas na porta de Pedrinhas. Foto do Blog do Gilberto Lima

Grande parte da comida fornecida ao detentos de Pedrinhas é desperdiçada. Os presos alegam que as quentinhas são de péssima qualidade e terminam rejeitando a comida. As sobras são vendidas a R$ 5,00 reais o saco na porta do presídio. O jornalista Fernando Gabeira flagrou o momento em que grande quantidade de restos de comida era colocada em uma carroça por um criador de porcos.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o governo do estado gastou no ano passado R$ 23,5 milhões com a Masan Comercial Distribuidora Ltda. O montante supera em 147% o que foi pago em 2011 à mesma empresa, única fornecedora de marmitas para cadeias do Estado.

Com sede no Rio, a Masan já recebeu R$ 97,2 milhões de diversos órgãos do governo maranhense desde 2011. Quase metade do valor (R$ 47,6 milhões) saiu da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap). Os contratos preveem “prestação de serviços de preparo, transporte e fornecimento de alimentação aos estabelecimentos penais”.

“Muitas vezes, o frango vem cru, o arroz duro e o feijão, estragado. Nada presta. É impossível comer”, disse ao Estado um preso do regime semiaberto.

Mulheres de detentos também reclamam da comida e dizem que a maioria dos presos não consegue comê-la. “É tão ruim que sobra, e os presos do semiaberto colocam em carrinhos de mão e vendem para os criadores de porcos. Um carrinho de mão cheio custa R$ 5“, contou uma mulher de 41 anos, cujo marido está preso há 10. Segundo ela, frequentemente a carne vem crua e os homens têm de cozinhar novamente nos fogareiros improvisados nas celas.

O vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Cezar Castro Lopes, afirmou que no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas mais da metade das marmitas é devolvida pelos presos. “Quem recebe comida de parentes não come a quentinha. Acaba indo tudo para o lixo.”

Segundo Lopes, em algumas unidades prisionais os agentes penitenciários contratam cozinheiras para não comer as quentinhas fornecidas pela Masan. O sindicato já teria comprado fogões e geladeiras para os agentes em alguns presídios.

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