Com o nome sujo por acusação de corrupção, a ex-prefeita enfrenta dificuldade de entrar no governo Bolsonaro.

Maura Jorge enfrenta dificuldade de entrar no governo Bolsonaro por acusação de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Candidata derrotada ao governo do Maranhão, a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSL), sonha com um cargo de destaque no governo do seu correligionário Jair Bolsonaro.

Acontece que as circunstâncias políticas nas quais se encontra Maura são desfavoráveis, contra ela pesam gravíssimas acusações de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Em 2009, o Ministério Público do Maranhão ingressou com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra Maura Jorge. De acordo com ação, a prefeita teria mantido uma funcionária fantasma lotada em seu gabinete na Assembleia Legislativa, entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2003, quando era deputada estadual.

A ação foi movida após o recebimento de uma representação criminal protocolada por Gercina Vieira, que foi empregada doméstica da prefeita e de seus familiares. Segundo a denúncia, apesar de trabalhar sem registro em carteira e receber um salário mínimo por mês, a empregada teria sido admitida sem seu conhecimento como assessora parlamentar de Maura na Assembleia Legislativa.

Na denúncia, Gercina narra que nunca trabalhou na Assembleia, nem recebeu a remuneração do cargo. Ela só tomou conhecimento do caso quando decidiu requerer a aposentadoria.

De acordo com o Ministério Público, ao prestar informações, a prefeita confirmou que Gercina Vieira era sua assessora parlamentar e trabalhava em seu gabinete. As informações, no entanto, seriam negadas por outro funcionário do gabinete à época, que afirmou que Gercina nunca prestou qualquer serviço naquele local.

Segundo o Ministério Público, Gercina disse que a prefeita, então deputada, pediu seus documentos em 1999 sob a alegação que iria lhe “dar uma ajuda”. A empregada teria recebido R$ 1.000 e assinado alguns documentos em uma agência do Banco do Estado do Maranhão.

Para os promotores de Justiça que fizeram a denúncia, está clara a existência de um caso de “funcionário fantasma”. De acordo com o Ministério Público, foram pagos em nome de Gercina Vieira, mais de R$ 176 mil nos quatro anos.

De forma que nomes como o de Maura Jorge, repletos de graves acusações na justiça, não serão tolerados no governo Bolsonaro.

– No vídeo abaixo, a doméstica conta como Maura Jorge a transformou em fantasma:

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– Maura Jorge, a moralista sem moral

One Response so far.

  1. arlindo salazar disse:

    Tem tudo a ver com o caso do Presidente.