21
out
2013

Câmara de Vereadores de Raposa nunca realizou concurso e tem pelo menos 20 funcionários que recebem sem trabalhar

eudes (1)

Eudes Barros odeia ouvir a palavra concurso público

O jovem Município de Raposa que completará 19 anos no próximo dia 10 de novembro, ainda passa por alguns retrocessos. Um desses, por exemplo, acontece na Câmara de Vereadores de Raposa.

Ninguém sabe, verdadeiramente, quantos funcionários são bancados pela Casa do Povo. Concurso Público é uma palavra proibida no Gabinete do Presidente.

A Prefeitura de Raposa, que já realizou dois concursos públicos, o primeiro na gestão do ex-prefeito José Laci e o segundo na administração Onacy Paraíba, possui aproximadamente 900 funcionários concursados, já a Câmara é o único órgão público com atuação no município que nunca realizou um concurso público.

Pra piorar, o “chefe” da Casa, que está consecutivamente 10 anos, cinco legislaturas dando as cartas, assim como nunca teve interesse na construção da sede do Poder, não faz valer o princípio da administração pública, como moralidade, legalidade e impessoalidade e diz, abertamente, que vai esticar até onde for possível.

Prefere fazer valer o que o Ministério Público intitula de benefícios eleitorais.

O mais estranho é que os atuais 10 colegas de parlamento de Eudes não movem uma palha para reverter à situação. Acomodação é geral, não existe cobraças ao “chefão” Barros, o motivo? Simples, cada parlamentar foi presenteado com a indicação de um “assessor” parlamentar.

A regalia que não está no Regimento da Casa, nem possui Projeto específico para o fim, é tão absurda que as pessoas indicadas pelos parlamentares, recebem cerca de R$ 1.000 mil reais e nunca pisaram no local de trabalho, que na verdade, não existe! Prova viva de funcionários fantasmas, tipo “marajás”.

Segundo fontes, além dos tais assessores parlamentares fantasmas, existem outros casos bem fantasmagóricos no quadro misterioso de “servidores” da Câmara. O impacto dessa ilegalidade na folha de pagamento, assim como o aluguel do prédio da sede da Câmara é um mistério.

Está na hora do Ministério Público, na pessoa do Promotor Reinaldo Campos Castro Junior, começar solicitar informações sobre o assunto ao “chefão” do legislativo. Ou até mesmo, fazer como o Ministério Público Estadual (MP) em São Luís, quando ajuizou ação civil pública em 2001, pedindo a exclusão de cargos não comissionados da Câmara Municipal da Capital, ocupados sem concurso público após 5 de outubro de 1988, alegando nulidade das contratações e ofensa aos princípios da administração pública.

2 Comentários

  1. CHIBATEADOR disse:

    Cada um tem o gestor que merece…

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