19
out
2017

André Fufuca: “Não é justo que autoridades eleitas pelo povo maranhense se recusem a assinar recurso para a saúde”

Deputado federal André Fufuca (PP)…

O deputado federal André Fufuca (PP) repudiou a manobra dos senadores Roberto Rocha (PSDB), João Alberto e Edison Lobão (ambos do PMDB), e de deputados da bancada maranhense de oposição ao governo Flávio Dino (PCdoB), que ameaçam descumprir acordo que destinaria R$ 160 milhões para investimentos na saúde dos 217 municípios do Maranhão.

Nesta quinta-feira (19), em São Luís, durante solenidade de entrega de máquinas motoniveladoras que vão atuar na construção de estradas vicinais em municípios maranhenses, Fufuca classificou a manobra da bancada maranhense como “ilegítima” e “injusta”.

“Não é justo que hoje, autoridades constituídas do Maranhão, eleitas com o voto do povo maranhense, se recusem a assinar recurso que vai para a saúde dos municípios. Isso não é legítimo!”, ressaltou o deputado.

Para atingir a gestão Dino, os parlamentares sinalizaram que não vão assinar a emenda impositiva da bancada federal do Maranhão, descumprindo um acordo firmado com a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) em Brasília, no qual eles se comprometiam a destinar as emendas que cabem à bancada maranhense na Câmara e Senado para reforçar investimentos na área da saúde maranhense em 2018.

Fufuca, que é médico, alertou para a falta de recursos nos municípios para a gestão da saúde nas cidades maranhenses. Ele teme que, sem os repasses das emendas, os sistemas municipais de saúde entrem em colapso no Maranhão.

“Qual o prefeito que não tem que tirar dinheiro do FPM [Fundo de Participação dos Municípios] para cobrir o rombo da saúde por mês? Como cobrir o rombo da saúde se não tem mais dinheiro? Tem que ter remédio no posto, tem que ter médico no hospital, tem que ter cirurgião para fazer cirurgia. Como é que faz? Hoje não temos como fazer. O recurso tem que ser colocado nos municípios ou chegaremos ao ponto de fechar as prefeituras e entregar as chaves”, lamentou André Fufuca.

A previsão é que as verbas das emendas impositivas garantissem um aumento significativo no número de leitos de UTI e centro de hemodiálises em todo o estado.

Além de prometerem descumprir o acordo com a Famem, os senadores maranhenses exigiram que, sozinhos, eles fiquem com 50% das emendas, ou seja, R$ 80 milhões, e os outros R$ 80 milhões seriam divididos pelos 13 deputados federais.

O deputado Fufuca pediu para que prefeitos e a população reivindiquem os repasses. “Cobrem os senadores do nosso estado para que nós achemos uma solução. Esse recurso tem que ser colocado nos municípios do Maranhão”, enfatizou.

Nas redes sociais, o governador Flávio Dino também comentou a manobra, que tem como principal objetivo ferir a sua administração – apesar do próprio governador ter frisado que “100% dos recursos serão repassados aos municípios”.

“É inadmissível que alguns senadores e deputados prejudiquem a população para supostamente me atingir”, pontuou Dino.

Os parlamentares têm até esta sexta-feira (20) para votar a proposta.

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