08
dez
2016

Anajatuba e mais oito prefeituras são acionadas por transporte escolar irregular

Operação “Pau de Arara” detectou irregularidades principalmente nos contratos de locação, além da péssima qualidade dos veículos e o valor exorbitante dos gastos.

Alunos são transportados pendurados em Kombi no município de Anajatuba.

Além da prefeitura de Anajatuba comandada por Sydnei Costa Pereira, o Ministério Público de Contas (MPC) deu entrada na última segunda-feira (05), em um conjunto de nove representações junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) contra prefeituras maranhenses por conta de irregularidades no transporte escolar.

Em maio deste ano o blog do Domingos Costa denunciou os problemas do transporte escolar em Anajatuba, no post: “Alunos são transportados pendurados em Kombi no município de Anajatuba“.

As outras prefeituras, onde segundo o MPC, a situação do transporte escolar é precária, são: Grajaú, Caxias, Presidente Juscelino, Sítio Novo, Timon, Viana, Governador Edson Lobão e Vargem Grande.

As representações pedem, além da apuração por parte do TCE, a concessão de medidas cautelares suspendendo pagamentos decorrentes de contratos sob suspeita e, em alguns casos, o afastamento do prefeito e a decretação da indisponibilidade de seus bens para fins de devolução de recursos ao erário.

As irregularidades encontradas dizem respeito principalmente a contratos de locação para transporte escolar. Entre os problemas detectados se destacam a péssima qualidade dos veículos e o valor exorbitante dos gastos. Só o município de Vargem Grande, por exemplo, teria gasto um total de R$ 3,4 milhões em dois anos em contratos de locação desses veículos.

Prefeitura de Anajatuba, Sydnei, ainda não se pronunciou a respeito do assunto.

As representações tem como base relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) no Maranhão, no contexto das ações conjuntas entre CGU, Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público de Contas (MPC), conhecidas como Operação Pau de Arara.

De acordo com o MPC, existem ainda dois outros processos, decorrentes de fiscalização do próprio TCE e não da CGU, já que pela parceria as ações fiscalizatórias são dividas entre os dois órgãos de controle. São eles Barra do Corda e Fernando Falcão. Os dois municípios não foram objeto de representação porque já estão tendo o transporte escolar auditados pelo Tribunal.

Além das representações do MPC, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPE) também estão entrando com medidas contra as nove prefeituras, cada um dentro de sua esfera de atuação.

A expectativa do MPC é que as representações com pedido de liminar sejam apreciadas ainda neste ano pelo TCE.

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