06
out
2016

Aeronave apreendida pela PF pertencia ao deputado estadual Antônio Pereira

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O filho Antônio Pereira, Bernardo Milhomem é outro acusado de desviar milhões da Saúde do Maranhão.

A aeronave apreendida pela Polícia Federal (PF) na 2ª e 3ª fase da Operação Sermão aos Peixes, nesta quinta-feira (06) que investiga o desvio de verbas da Saúde do Maranhão, pertencia ao deputado estadual Antônio Pereira, do DEM.

O parlamentar é o dono oculto da Bem Viver – Associação Tocantina para o Desenvolvimento da Saúde, criada em novembro de 2006, localizada na Avenida Dogival Pereira de Sousa, em Imperatriz.

A Bem Viver junto com o ICN foram as entidades que mais faturaram na Saúde durante os governos da ex-governadora Roseana Sarney,  na gestão do ex-secretário Ricardo Murad.

No período do auge financeiro da Bem Viver, o deputado Antônio Pereira chegou a adquirir o avião. Segundo apurou o blog, o parlamentar pagou pela aeronave o equivalente a R$ 1,5 milhão.

Fora esse, o patrimônio do deputado quadruplicou na época do derrame de dinheiro público por meio de contratos bilionários com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde – SES.

Tudo era maquiado como sendo destinados para manutenção e funcionamento de hospitais, UPAs e outras atividades. A Bem Viver, de Pereira, recebeu  repasses bilionários para também promover a reforma de hospitais que jamais foram concluídas.

Pelas informações apuradas, o avião bimotor modelo Beechcraft, foi vendido em novembro do ano passado após o deflagar da primeira fase da operação por pouco menos de R$ 500 mil, quando o preço da aeronave custa na verdade, algo em torno de 1,5 milhão, pelo valor de mercado.

Documentalmente, o avião pertence ao Centro Oncológico Brasileiro Ltda (COBRA), empresa localizada na Rua Ceará, no Centro de Imperatriz, cidade onde também reside o deputado Antônio Pereira.

Operação

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Avião foi vendido abaixo do preço em novembro do ano passado após a PF deflagar a primeira fase da Operação Sermão aos Peixes.

A segunda fase, denominada Operação Abscôndito, as investigações identificaram que o grupo criminoso agiu no sentido de destruir e ocultar provas, incluindo a venda suspeita da aeronave objeto de decisão judicial, após o possível vazamento da Operação Sermão aos Peixe em 16/11/2015.

A outra fase da Operação, Voadores, apurou o desvio de cerca de R$ 36 milhões de reais através do desconto de cheques e posterior depósito nas contas de pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos envolvidos, incluindo o saque de contas de Hospitais.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa, de peculato e de lavagem de capitais.

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