02
maio
2017

Vídeo revela participação do Dep. Aluísio Mendes nos ataques aos indígenas em Viana

“Aqui ninguém tem sangue de barata”, afirmou o parlamentar durante reunião; confira no vídeo abaixo.

O ataque de fazendeiros a indígenas Gamela, no povoado Bahias, em Viana, realizado na tarde de domingo (30), tem como um dos personagens principais o ex-secretário de Segurança Pública do Governo Roseana e atual deputado federal Aluísio Mendes (PTN). De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) – um dos primeiros a noticiar o ataque – o parlamentar incitou a violência contra os indígenas.

Segundo o Cimi, político em busca de votos, que foi assessor presidencial de José Sarney, concedeu entrevista a uma rádio local, após a retomada de sexta-feira, 28, e se referiu aos Gamela de forma racista, os chamando de arruaceiros e em diversos momentos o conteúdo de sua opinião era de incitação à violência.

“Botou gasolina na fogueira que acenderam pra queimar o nosso povo. Não teve responsabilidade com as nossas vidas. As notícias que chegavam era de uma concentração cada vez maior de fazendeiros pra nos atacar. Mobilizaram por celular e pelas rádios. Pegaram gente de outras regiões. Pensávamos que seria na (aldeia) Cajueiro, mas quando percebemos que seria no Povoado das Bahias, não tinha como ficar lá com tão pouca gente. Olha, foi um massacre”, destacou um Gamela presente na hora do ataque e que sofreu apenas escoriações.

Além da entrevista à radio local, Aluísio também inflamou os agressores em um ato no Povoado Santeiro, próximo ao local do ataque (Povoado Baias), chamando os índios de “ladrões” e “malfeitores”. Logo após houve o confronto.

Ataques

Os Gamelas foram atacados por pistoleiros ligados a invasores de terras e fazendeiros. De 13 feridos, três foram trazidos para o Socorrão, em São Luís. O índio Aldeli Ribeiro levou dois tiros na coluna e teve as mãos decepadas. Um irmão dele, José Ribeiro, foi atingido com um projétil no peito. Inaldo Cerejo, uma liderança indígena atuante no Maranhão, foi baleado no rosto e nas costas. O estado dos índios internados ainda é grave.

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