03
dez
2021

“A exploração petrolífera da margem equatorial também é uma questão de segurança nacional”, diz Pedro Lucas em evento no Rio

“A exploração petrolífera da margem equatorial também é uma questão de segurança nacional”, diz Pedro Lucas em evento no Rio

O deputado federal, Pedro Lucas Fernandes (PTB), participou nesta sexta-feira (03), no Rio de Janeiro, da Websérie “Margem Equatorial: oportunidades e desafios”, realizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AMCHAM). O evento reuniu representantes de empresas e especialistas para debater sobre a exploração petrolífera na margem equatorial do Brasil, que compreende a bacia Pará-Maranhão, uma das mais promissoras em produção, apontam estudos técnicos.

O deputado Pedro Lucas, convidado pela AMCHAM para participar do evento, destacou a realização de audiência pública nas comissões de Relações Exteriores e de Minas e Energia, da Câmara Federal, da qual foi autor do requerimento, como um passo importante para alavancar a discussão sobre o tema. Pedro Lucas também ressaltou a instalação no próximo ano, de uma subcomissão para tratar exclusivamente sobre o assunto. O requerimento dessa subcomissão foi feito pelo deputado federal pelo Pará, Cassio Andrade (PSB), que também participou do evento de forma remota.

Pedro Lucas destacou que a exploração gera desenvolvimento econômico, mas também fortalece a segurança do Brasil. Para o parlamentar, um país buscar a autossuficiência na produção de energia é muito importante. Pedro Lucas também ressaltou que a Petrobras vai investir na exploração da margem equatorial. “O Plano Estratégico de 2022-2026 foi divulgado na última quarta-feira (24), e a empresa pretende investir cerca de US$ 1,5 bilhão na nova fronteira exploratória”, disse o coordenador da bancada do Maranhão.

Entres os participantes, estavam o professor da UFMA e ex-diretor da ANP, Allan Kardec, que destacou a integração entre empresas, academia e a classe política para viabilizar o crescimento dessa pauta no cenário nacional. O professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG), Ronaldo Carmona, reforçou a fala do deputado Pedro Lucas Fernandes em destacar que um país energeticamente autossuficiente é uma questão de segurança nacional. O professor ainda declarou que os estados do Maranhão e do Pará pode ganhar em recursos. “Um campo de perfuração na Bacia Pará-Maranhão pode representar um aumento de 20% do PIB do Maranhão e 12% do PIB do Pará, um crescimento significativo”, destacou Ronaldo Carmona.

Nas falas dos presentes, foram destacadas a necessidade de reestruturação do IBAMA, para atender a demanda de projetos no país. Um dos principais entraves da exploração é justamente a demora no processo de licenciamento ambiental. João Corrêa, diretor Regional da TGS do Brasil e diretor da AMCHAM, disse que país pode correr o risco de não avançar na exploração em relação a demora. O diretor destacou que os recursos advindos da exploração são necessários para que o país avance nas pautas de tecnologia de transição energética.

Quase 100 empresários do setor participaram do evento de forma remota. Palestraram no evento, João Corrêa, diretor Regional da TGS do Brasil e diretor da AMCHAM; Pedro Spadale, diretor da AMCHAM Rio; Felipe Maciel da agência de notícias EPBR; Paulo de Araújo, presidente da Ecology Brasil, diretor da AMCHAM e coordenador do Comitê de Licenciamento Ambiental; Luiz Gustavo Bezerra coordenador do Comitê de Sustentabilidade da AMCHAM; Allan Kardec, professor da UFMA e ex-diretor da ANP; Andreia Leão, consultora Associação Internacional de Empresas Geofísicas; Ronaldo Carmona, professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra, o o deputado federal, Pedro Lucas Fernandes e o deputado federal pelo Pará, Cássio Andrade.

Sobre a AMCHAM

A AMCHAM integra empresas brasileiras e internacionais. Cerca de 5.000 empresas de 40 nacionalidades são associadas e responsáveis por 33% do PIB brasileiro. 70 das 100 marcas mais valiosas são associadas.

Plano Estratégico da Petrobras

Na última quarta-feira (24), a Petrobras divulgou o Plano Estratégico 2022-2026, que prevê investimentos de US$ 68 bilhões. O valor é 24% superior ao previsto no PE 2021-2025. Destes valores, a empresa pretende investir cerca de US$ 5,5 bilhões na exploração de bacias do Sudeste e na margem equatorial.

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