22
maio
2018

A ‘cara’ de Lobão nem tremeu…

Atolado até o pescoço em desvio de recursos públicos, Lobão quer renovar o mandato de Senador pelo MDB de Temer e Sarney…

Não tem outra reação, senão de nojo! 

Repulsa em assistir um senador da iguala de Edison Lobão balburdiar moralidade em discurso proferido na manhã de ontem, segunda-feira (22), na sala do ex-presidente Sarney, no Calhau, durante ato político do MDB.

Como um paladino da honestidade e homem dos bons costumes, Lobão falou de valores morais, de esperança, de combate a corrupção e chegou ao cúmulo de dizer que “o Maranhão elegeu uma mentira”, se referindo ao governador Flávio Dino (PCdoB) que derrotou seu filho, Edinho – suplente do próprio pai no Senado – nas eleições de 2014.

Logo Lobão, que no alto dos seus 82 anos de vida pública, coleciona uma ‘renca’ de denúncias de malfeitorias com dinheiro do povo. Entre as tantas, é apontado na Operação Lava Lato como recebedor de propina. Inclusive, corre risco de perder os últimos meses do seu derradeiro mandato e, até, ser preso.

Mesmo diante de todos esses agravantes, Lobão insiste querer disputar as eleições em 2018. O peemedebista soma 24 anos como Senador pelo Maranhão. E não quer parar! Chega ser patético ouvir o emedebista afirmar que pretende disputar a renovação do mandato.

Quem ouviu as palavras toscas do pai de Edinho na sala de seu eterno aliado, José Sarney, não se deu conta tratar do homem que o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última quarta-feira (16 de maio) abertura de um inquérito para investigar se houve repasses de cerca de R$ 40 milhões da J&F a ele e outros políticos do MDB durante a campanha eleitoral de 2014.

E MAIS…

O senador é também investigado por 4 inquéritos no STF. O inquérito nº4260/2016 – STF apura corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionado a recebimento de propina em contratos de construção da hidrelétrica de Belo Monte. Segundo a delação premiada de Dalton Avancini, executivo da Camargo Corrêa, o então ministro de Minas e Energia da gestão de Dilma Rousseff teria recebido cerca de R$ 10 milhões em troca de contratação da empresa para participar da construção da usina.

Lobão também é investigado no inquérito nº4384/2017 – STF pelo Ministério Público por conta da preferência pelo Grupo Odebrecht no processo licitatório atinente à Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, sendo que a empresa Tractebel-Suez venceu o processo envolvendo a obra da Usina de Jirau, ambas integrantes do Projeto Madeira. Nesse contexto, ocorreu o pagamento de R$ 5.500.000,00 em favor do senador Lobão, com o objetivo de interferir junto ao governo federal para anulação da adjudicação da obra referente à Usina de Jirau.

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