20
abr
2016

Capacitados para reaproveitamento integral do Pescado na Baixada Maranhense

Foto 1_Divulgação_Uema_200416 - Pescadores da Baixada Maranhense são capacitados para reaproveitamento integral do Pescado (1)

A ideia é capacitar os pescadores das colônias dos municípios de Pinheiro, Matinha e São Bento.

A pesca artesanal assume importante papel socioeconômico na ocupação de mão de obra e geração de renda na Baixada Maranhense. Considerando a necessidade de garantir que o consumo do pescado acompanhe a demanda do consumidor, em todos os níveis de renda, professores da Uema desenvolvem o projeto ‘Aproveitamento integral do pescado e formação de recursos humanos para atuar na cadeia produtiva da pesca artesanal em municípios da Baixada Maranhense’, com pescadores dos municípios de Pinheiro, Matinha e São Bento.

O projeto integra a Rede de Pesquisa da Baixada Maranhense – REBAX, e busca agregar valor ao produto, além de gerar alternativas de renda à população, assim permitindo a mudança dos baixos indicadores sociais. Entre os subprodutos gerados, estão o hambúrguer, nugget e a linguiça, obtidos a partir da polpa dos peixes nativos, e de baixo valor comercial da Baixada. Os resíduos (como cabeça, vísceras e espinhas) também são aproveitados para a silagem, utilizada como ração para os animais e compostagem na geração de adubos.

De acordo com uma das bolsistas do projeto, Arlene dos Santos, o processo de capacitação é realizado na Fazenda Escola de São Bento, em virtude da estrutura do Laboratório de Alimentos, e pretende dotar a comunidade de uma fonte alternativa de renda.

“Antes de iniciarmos a execução do projeto, foi feito um estudo de toda a cadeia produtiva dos peixes desta região, verificando-se a demanda e a carência desse tipo de projeto. Em outros trabalhos, constatou-se a necessidade de viabilizar treinamentos, visando ao aproveitamento integral dos peixes nativos da Baixada. A ideia é capacitar os pescadores das colônias dos municípios de Pinheiro, Matinha e São Bento, para que, futuramente, possam estar implantando uma pequena agroindústria de aproveitamento”, explicou a mestranda em Ciência Animal.

Ainda de acordo com a estudante, a pesquisa teve início no ano de 2014, quando foram realizadas visitas aos locais de comercialização do pescado nos três municípios da região da Baixada. As visitas visaram a obter informações sobre os aspectos higiênicos, sanitários e econômicos da comercialização do pescado e, por extensão, o interesse dos vendedores e manipuladores, na participação de cursos e treinamentos que envolvam as Boas Práticas da Manipulação – BPM e forma de aproveitamento integral e agregação de valor ao pescado.

O projeto foi dividido em blocos. A primeira parte é intitulada ‘‘Boas Práticas de Manipulação’’, como esclarece a bolsista: “Nós já começamos com a parte de treinamento para elaboração dos subprodutos e, posteriormente, marcaremos os treinamentos com as partes de silagem, compostagem e elaboração de bijuterias. Ao final do projeto, nosso objetivo é ter atendido, em média, 300 pessoas nos três municípios”.

Coordenado pela professora Francisca Neide Costa, do Departamento de Patologia do Centro de Ciências Agrárias da UEMA, o projeto já treinou 50 pescadores, e tem a pretensão de multiplicar esse número até o final das atividades, em 2016, quando finalizará o projeto, que tem o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), por meio do Edital REBAX 2013.

1 Comentário

  1. Tatiane Xavier disse:

    Boa tarde,moro em Guaruja litoral de São Paulo,gostaria de saber mais sobre o assunto,sou pescadora formada em técnico de meio ambiente,meu tcc foi sobre reaproveitamento de resíduos de pescados.Ha anos sonho em montar uma cooperativa de reaproveitamento,trabalho na pesca desde criança,mas infelizmente a politica no nosso país dificulta muito a realização de um projeto.

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