23
out
2014

Polícia já tem provas que incriminam Diego Polary; PF entra no caso Brunno Matos

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Assim como Marão Filho (à direita) Diego Polary (è esquerda) também deve ser preso

Após as declarações contraditórias do vigia João José Nascimento, que trabalhava na rua no dia do crime, a Polícia Civil decidiu pedir ao Poder Judiciário uma prorrogação de mais 30 dias para poder concluir o inquérito sobre a morte do advogado Brunno Matos. O vigia confessou a polícia, depois negou na sede da OAB. Por decisão da Justiça João José foi preso.

Segundo o subdelegado-geral Augusto Barros, o vigia participou da morte do advogado e de duas tentativas de homicídio. “Para a Polícia Civil ele teve participação. Não podemos é falar sobre toda esta extensão dessa participação. Enquanto as investigações perdurarem nós estamos produzindo novas provas para podermos fechar o entendimento completo sobre a dinâmica do crime”.

Até o momento, Carlos Humberto Marão Filho continua preso. O estudante Diego Polary foi indiciado pela Polícia Civil. Para o subdelegado-geral, tanto Carlos Humberto como o estudante Diego possuem provas que os incriminam para a cena do crime. “Temos algumas provas contra o Marão, contra o Diego e temos também contra o vigilante. Então, na medida na robustez de provas que temos com cada um dos investigados é que nós vamos propondo as medidas mais necessárias”.

Durante esses 30 dias deverão ser realizadas acareações, e até a reconstituição do crime. Imagens do sistema de monitoramento eletrônico da rua estão sendo analisadas pelo ICRIM. Até a Polícia Federal poderá ajudar nas investigações por meio de provas técnicas.

POLÍCIA FEDERAL ENTRA NO CASO

Uma comissão criada pelo delegado Augusto Barros, da Delegacia Geral da Polícia Civil, composta pelos titulares da Delegacia de Homicídios, Jeffrey Furtado e Guilherme Sousa Filho, além de Márcio Fábio Dominici (7º DP) está empenhada para elucidar o caso. A Polícia Federal deverá reforçar a equipe de investigações.

Ainda segundo Augusto Barros, com a nova versão do vigia, houveram mudanças na representação do acusado com a orientação de um novo advogado. “O que nos sentimos é que o vigia está tendo dificuldade em se expressar. A sua estratégia de defesa não está definida e com isso surgem versões antagônicas”, disse. Ele afirmou que o vigilante parece estar com receio de falar algo que o comprometa. “Ele foi mais econômico nas palavras. Confirmou efetivamente que estava no dia e hora no local, mas, os atos propriamente ditos de ter utilizado a faca ou não, de ter atacado ou não, ele preferiu ficar calado e depois negou qualquer participação no crime”, afirmou.

Para não atrapalhar as investigações, o delegado não entrou em detalhes sobre as contradições e novidades do inquérito. O vigia João Gomes foi detido e está no Centro de Triagem de Pedrinhas. O delegado Augusto Barros enfatizou que “assim que o inquérito retornar da justiça para novo prazo, será iniciada uma série de inquirições, em que novas pessoas serão ouvidas e quem já falou será ouvido de novamente, além da avaliação dos resultados da perícia e implementação de novas técnicas para a investigação”, explicou. Ainda não há previsão para a elucidação do crime.

(Com informações do G1-MA e de O Imparcial)

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